Trabalho de Parto Prematuro: Corticoesteroides e Tocolíticos

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Campus Sorocaba — Prova 2015

Enunciado

Britney tem 26 anos, está grávida pela terceira vez, teve 2 partos normais anteriores, sendo que seu filho mais novo tem 3 anos. Está com 32 semanas de gestação e seu marido a levou para a Maternidade, porque, desde a madrugada, está se queixando de dor abdominal intermitente. Apresentou a carteirinha de pré-natal com as informações abaixo relacionadas. Um antecedente relevante é o hábito tabágico. Ela refere fumar 15 a 20 cigarros por dia desde o início de sua adolescência. Na admissão da maternidade a cardiotocografia revelou frequência basal de 120 bpm e padrão reativo. As contrações uterinas estão ocorrendo a cada 3 a 5 minutos, durando 40 segundos cada uma. No exame pélvico, sua cérvice está muito esvaecida, mas sem dilatação e o vértice fetal apresenta-se no plano – 1 de De Lee. Logo após a internação de Britney, foi instalado soro glicosado com tocolítico associado ao uso de antibioticoterapia (Cefadroxil). Após algumas horas, houve cessação das contrações, porém a paciente teve muitas palpitações, dispneia e mal-estar. Também recebeu 1 ampola de Celestone soluspan®, o que tranquilizou um pouco a equipe de neonatologia, mas que ficou apreensiva porque não teriam tempo para pesquisa de Estreptococo do Grupo B. Exames que constavam na carteirinha (colhidos em 20/01): Tipo sanguíneo: A Rh+, Papanicolaou (15/01): inflamatório com clue cells, negativo para câncer. Hemograma: Hb 11,2g%, Ht 33%, leucócitos 16.000/mL, plaquetas 250 mil/mL.Urina I: leucócitos +, hemácias +, proteínas e nitritos negativos. Sorologia para rubéola e toxoplasmose: IgM e IgG negativos. Ultrassonografia obstétrica (20/02): feto único, bcf +, medidas fetais compatíveis com IG = 12 semanas, translucência nucal dentro do normal. Placenta posterior, alta, sem descolamento. Assinale a alternativa CORRETA. (VER IMAGEM) 

Alternativas

  1. A) O parto pré-termo é a principal causa de morbidade e mortalidade em recém-nascidos normalmente formados, sendo fundamental a prevenção e o tratamento oportuno de condições de risco, o que se pode fazer durante o pré-natal. Nessa situação descrita, podemos citar como fatores de risco para Britney a idade e seus antecedentes obstétricos.
  2. B) O tabagismo é situação estabelecida para a Restrição de Crescimento Intrauterino, contudo se carece de maiores informações para considerar o tabagismo como fator de risco para o trabalho de parto prematuro (TPP).
  3. C) Para o tratamento do trabalho de parto prematuro (TPP) alguns autores consideram como sucesso total apenas a possibilidade de se postergar o parto por 36 ou mais horas, pois o corticoesteróide é reconhecidamente efetivo para estimular a maturação pulmonar fetal entre 24 e 34 semanas da gravidez.
  4. D) A droga provavelmente aplicada em Britney para se conseguir lograr sucesso na inibição do trabalho de parto prematuro (TPP) foi sulfato de magnésio, uma vez que os sintomas descritos (palpitações, dispnéia e mal-estar) são considerados efeitos colaterais deste tipo de medicamento.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo