UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020
Gesta 1, 18 anos, idade gestacional de 30 semanas, comparece a maternidade do Hospital Universitário com queixa de dor abdominal intermitente com início há 6 horas. Nega comorbidades, nega perdas vaginais. Ao exame físico apresenta bom estado geral, afebril, pressão arterial 100/ 60mmHg, altura uterina 30 cm, apresentação cefálica dinâmica uterina 3 contrações (>40 segundos) em 10 minutos, hcf 130 batimentos por minutos, movimentação fetal presente, toque vaginal colo apagado 80% dilatado 2 cm. Com relação ao manejo do caso clínico descrito assinale a alternativa correta:
TPP < 34 semanas = corticoterapia, tocolíticos (Nifedipino/Terbutalina), neuroproteção (Sulfato Mg < 32s), rastreio infecção.
O trabalho de parto prematuro é definido por contrações uterinas regulares e modificações cervicais antes de 37 semanas de gestação. O manejo visa prolongar a gestação para permitir a administração de corticoide para maturação pulmonar fetal e, se <32 semanas, sulfato de magnésio para neuroproteção.
O trabalho de parto prematuro (TPP) é definido pela presença de contrações uterinas regulares e modificações cervicais (apagamento e dilatação) antes de 37 semanas de gestação. É a principal causa de morbimortalidade neonatal e infantil. O caso descrito, com 30 semanas de idade gestacional, contrações uterinas efetivas (3 em 10 minutos, >40 segundos) e modificações cervicais (colo apagado 80%, dilatado 2 cm), configura um diagnóstico claro de TPP. O manejo do TPP visa prolongar a gestação para permitir a administração de terapias que melhorem o prognóstico neonatal. A corticoterapia antenatal (betametasona ou dexametasona) é a intervenção mais importante, indicada entre 24 e 34 semanas, para acelerar a maturação pulmonar fetal e reduzir a síndrome do desconforto respiratório. A tocolise, com agentes como nifedipino (bloqueador de canal de cálcio) ou terbutalina (beta-2 agonista), é usada para inibir as contrações e ganhar tempo para a corticoterapia fazer efeito, sendo geralmente indicada até 34 semanas. Além disso, em gestações entre 24 e 32 semanas, o sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal, reduzindo o risco de paralisia cerebral. O rastreio e tratamento de infecções (como a infecção do trato urinário ou vaginose bacteriana) são cruciais, pois podem ser causas do TPP. A vigilância do bem-estar materno e fetal é contínua, monitorando sinais vitais, dinâmica uterina e vitalidade fetal. A cesariana de emergência não é a conduta inicial, a menos que haja sofrimento fetal ou outras indicações obstétricas. A incompetência istmo-cervical é uma causa de parto prematuro, mas o manejo agudo é diferente e a cerclagem é uma medida preventiva em gestações futuras.
O diagnóstico de TPP é feito pela presença de contrações uterinas regulares (pelo menos 4 em 20 minutos ou 8 em 60 minutos) associadas a modificações cervicais (apagamento de 80% e dilatação de 2 cm ou mais) antes de 37 semanas de gestação.
A corticoterapia antenatal (betametasona ou dexametasona) é fundamental para acelerar a maturação pulmonar fetal e reduzir a incidência de síndrome do desconforto respiratório, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante em recém-nascidos prematuros.
O sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal em gestações entre 24 e 32 semanas, reduzindo o risco de paralisia cerebral e disfunção motora grave em prematuros.
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