Trabalho de Parto Prematuro: Conduta e Prescrição Essencial

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020

Enunciado

A paciente é internada com 31 semanas de gestação, queixando-se de dor em baixo do ventre. Exame obstétrico: colo uterino amolecido, centrado, esvaecido 70% e dilatado 4-5 cm. Nesse momento, além de prescrever betamesona, a prescrição médica deve ter

Alternativas

  1. A) terbutalina, inibina e penicilina cristalina.
  2. B) nifedipina, inibina e amoxacilina com clavulanato.
  3. C) nifedipina, sulfato de magnésio e penicilina cristalina.
  4. D) terbutalina, sulfato de magnésio e amoxacilina com clavulanato.

Pérola Clínica

TPP <34s: Betametasona + Tocolítico (Nifedipina) + Neuroproteção (Sulfato Mg) + Profilaxia GBS (Penicilina).

Resumo-Chave

Em trabalho de parto prematuro com 31 semanas, além da betametasona para maturação pulmonar, a prescrição deve incluir um tocolítico (nifedipina é uma boa escolha), sulfato de magnésio para neuroproteção fetal (idade gestacional <32 semanas) e penicilina cristalina para profilaxia de infecção por Estreptococo do Grupo B (GBS), especialmente se o status for desconhecido ou positivo.

Contexto Educacional

O trabalho de parto prematuro (TPP), definido como o início do trabalho de parto antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. O manejo adequado visa prolongar a gestação para permitir a maturação fetal e reduzir os riscos associados à prematuridade extrema, especialmente em idades gestacionais como 31 semanas. A conduta inicial em TPP inclui a administração de corticosteroides (betametasona ou dexametasona) para acelerar a maturação pulmonar fetal, idealmente com um ciclo completo antes do parto. A tocolise, com medicamentos como a nifedipina (bloqueador de canal de cálcio), é utilizada para inibir as contrações uterinas e prolongar a gestação por 48 horas, tempo necessário para o efeito máximo dos corticosteroides. Além disso, em gestações com menos de 32 semanas, o sulfato de magnésio é fundamental para neuroproteção fetal, diminuindo o risco de paralisia cerebral. A profilaxia para Estreptococo do Grupo B (GBS) com penicilina cristalina é indicada se o status de GBS for positivo ou desconhecido, para prevenir a sepse neonatal. A combinação dessas intervenções é crucial para otimizar os resultados maternos e neonatais em casos de trabalho de parto prematuro.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da betametasona no trabalho de parto prematuro?

A betametasona (ou dexametasona) é um corticosteroide administrado para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência e gravidade da Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR) e outras complicações da prematuridade, como hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.

Por que o sulfato de magnésio é usado no trabalho de parto prematuro?

O sulfato de magnésio é utilizado para neuroproteção fetal em gestações com menos de 32 semanas, reduzindo o risco de paralisia cerebral e outras disfunções neurológicas graves em recém-nascidos prematuros, mesmo que o parto não seja iminente.

Quando é indicada a profilaxia para Estreptococo do Grupo B (GBS) no trabalho de parto prematuro?

A profilaxia com penicilina cristalina (ou ampicilina) é indicada em trabalho de parto prematuro quando o status de GBS é desconhecido ou positivo, para prevenir a transmissão vertical da bactéria ao recém-nascido, que pode causar sepse neonatal precoce.

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