Trabalho de Parto Prematuro: Manejo e Fatores de Risco

UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015

Enunciado

Daniela, 16 anos, primigesta, 33 semanas de gestação, chega ao pronto-socorro com queixa de dor em baixo ventre, disúria, odor urinário, contrações de forte intensidade que se iniciaram há 3 horas. Ao exame físico, PA=110/70mmHg, FG= 76bpm, afebril, altura uterina = 29 cm, BCF= 144 bpm, 3 contrações em 10 min, toque vaginal com colo dilatado para 4 cm, 70% esvaecido, bolsa íntegra, cefálico. Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Caso o parto ocorra no dia da admissão, nascerá um prematuro moderado.
  2. B) A idade de Daniela não é fator de risco para prematuridade.
  3. C) Fatores infecciosos pouco influenciam na gênese do trabalho de parto prematuro.
  4. D) O Atosiban deve ser utilizado caso tenha disponível devido a mínimos efeitos colaterais.
  5. E) Daniela apresenta quadro de incompetência istmo-cervical e apresenta dilatação do colo uterino provavelmente por não ter realizado cerclagem com 14 semanas.

Pérola Clínica

TPP com 33 semanas = prematuro moderado; infecções são fator de risco; Atosiban é tocolítico com poucos efeitos colaterais.

Resumo-Chave

A paciente apresenta trabalho de parto prematuro (TPP) com 33 semanas. Um bebê nascido entre 32 e 33 semanas e 6 dias é classificado como prematuro moderado. Infecções, como a urinária, são importantes fatores de risco para TPP. O Atosiban é um tocolítico que age como antagonista dos receptores de ocitocina, com bom perfil de segurança.

Contexto Educacional

O trabalho de parto prematuro (TPP) é definido como o início das contrações uterinas regulares com modificações cervicais antes de 37 semanas de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. A paciente do caso, com 33 semanas e sinais de TPP, requer avaliação e manejo imediatos para tentar prolongar a gestação, se possível. A classificação da prematuridade é crucial para o prognóstico neonatal: prematuro extremo (<28 semanas), muito prematuro (28 a <32 semanas), prematuro moderado (32 a <34 semanas) e prematuro tardio (34 a <37 semanas). Infecções, especialmente as do trato urinário e vaginais, são reconhecidos fatores de risco para TPP, pois podem desencadear uma resposta inflamatória que leva à ativação das contrações. O manejo do TPP envolve tocolíticos para inibir as contrações, corticoesteroides para acelerar a maturação pulmonar fetal e, se indicado, neuroproteção fetal. O Atosiban é uma opção de tocolítico que age especificamente nos receptores de ocitocina, sendo geralmente bem tolerado. A incompetência istmo-cervical é uma causa de parto prematuro, mas geralmente se manifesta mais cedo na gestação e a cerclagem é realizada preventivamente, não sendo a causa provável da dilatação aguda neste caso.

Perguntas Frequentes

Qual a classificação de prematuridade para um bebê nascido com 33 semanas?

Um bebê nascido com 33 semanas de gestação é classificado como prematuro moderado, pois está entre 32 semanas e 33 semanas e 6 dias.

Quais são os principais fatores de risco para trabalho de parto prematuro?

Fatores de risco incluem infecções (urinárias, vaginais), gestação múltipla, história prévia de parto prematuro, sangramento vaginal, estresse materno e anomalias uterinas.

Como o Atosiban atua no tratamento do trabalho de parto prematuro?

O Atosiban é um antagonista dos receptores de ocitocina, inibindo as contrações uterinas e retardando o parto, com um perfil de efeitos colaterais mais favorável em comparação a outros tocolíticos.

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