FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Secundigesta 32 semanas e 3 dias de gestação, internada em trabalho de parto prematuro em uma unidade de pronto atendimento (UPA). Trabalho de parto prematuro caracterizado por: 2 contrações uterinas dolorosas em 10 minutos de observação, dilatação cervical de 4cm e apagado em 80%. apresentação cefálica, bolsa das águas integra, vitalidade materno-fetal preservadas. A conduta para esta paciente foi aceleração da maturidade pulmonar fetal com corticoterapia e agente tocolitico por via endovenosa. De acordo com estes dados, assinale a alternativa correta:
Tocolítico no TPP visa prolongar gestação por 48h para corticoide e transferência.
A tocolise no trabalho de parto prematuro tem como principal objetivo ganhar tempo. Este tempo é crucial para que a corticoterapia para maturação pulmonar fetal atinja seu efeito máximo (geralmente 48 horas) e para permitir a transferência da gestante para um centro com recursos adequados para o manejo de um recém-nascido prematuro.
O trabalho de parto prematuro (TPP), definido como o início do trabalho de parto antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. Seu manejo adequado é crucial para melhorar os desfechos perinatais, sendo um tema de grande relevância para residentes de Ginecologia e Obstetrícia. O diagnóstico de TPP envolve a presença de contrações uterinas regulares e alterações cervicais progressivas (dilatação ≥ 2 cm ou esvaecimento ≥ 80%). A fisiopatologia é multifatorial, incluindo infecções, inflamação, estresse e isquemia. A suspeita deve surgir em gestantes com sintomas como contrações dolorosas, dor lombar ou pressão pélvica. O tratamento do TPP visa prolongar a gestação para permitir a administração de corticoterapia (maturação pulmonar fetal) e, em casos específicos, neuroproteção com sulfato de magnésio. A tocolise é utilizada por até 48 horas para esse fim, permitindo também a transferência para um centro terciário. A profilaxia para Estreptococo do Grupo B (GBS) deve ser considerada se o status for desconhecido ou positivo.
A tocolise é indicada para inibir as contrações uterinas em gestações entre 24 e 34 semanas, quando há trabalho de parto prematuro estabelecido, visando prolongar a gestação por 48 horas.
A corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é essencial para acelerar a maturidade pulmonar fetal, reduzindo a incidência e gravidade da síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido.
O sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal em gestações entre 24 e 32 semanas, quando o parto é iminente, para reduzir o risco de paralisia cerebral.
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