SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Gestante, 24 anos, 29 semanas de idade gestacional, procura emergência obstétrica com cólicas intensas, e frequentes. Secundigesta, informa que seu primeiro parto foi vaginal com 34 semanas de gestação. Ao exame apresenta: pressão arterial = 110 x 70 mmHg, altura uterina = 28 cm, batimentos fetais = 148 bpm, dinâmica uterina presente e toque vaginal evidencia colo uterino de consistência amolecida, em apagamento, dilatado três centímetros, com bolsa amniótica integra. Diante deste quadro clinico, qual a conduta inicial mais adequada?
Trabalho de parto prematuro <34 semanas com colo dilatado → Tocólise + Corticosteroides para maturação pulmonar.
Em gestantes entre 24 e 34 semanas com diagnóstico de trabalho de parto prematuro (contrações regulares e modificações cervicais), a conduta inicial envolve a inibição das contrações (tocólise) e a administração de corticosteroides para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a morbimortalidade neonatal.
O trabalho de parto prematuro, definido como o início do trabalho de parto antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. A identificação precoce e a intervenção adequada são cruciais para melhorar os desfechos. Fatores de risco incluem história de parto prematuro anterior, gestação múltipla e anomalias uterinas. O diagnóstico é feito pela presença de contrações uterinas regulares e modificações cervicais (apagamento e dilatação). Em gestantes entre 24 e 34 semanas de idade gestacional com trabalho de parto prematuro, a conduta inicial visa prolongar a gestação e preparar o feto para o nascimento. A tocólise, com agentes como o nifedipino, é empregada para inibir as contrações uterinas. Concomitantemente, a administração de corticosteroides (betametasona ou dexametasona) é fundamental para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência de síndrome do desconforto respiratório, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante. Outras medidas incluem a avaliação da necessidade de neuroproteção com sulfato de magnésio (em gestações <32 semanas) e a profilaxia para estreptococo do grupo B. A hidratação venosa e o repouso podem ser coadjuvantes, mas não substituem as intervenções farmacológicas específicas. A ultrassonografia transvaginal para medida do colo é importante para o rastreamento e diagnóstico, mas uma vez estabelecido o trabalho de parto com dilatação, a conduta terapêutica é prioritária.
A tocólise e a maturação pulmonar com corticosteroides são indicadas em gestantes com diagnóstico de trabalho de parto prematuro entre 24 e 34 semanas de idade gestacional, para prolongar a gestação e melhorar o prognóstico neonatal.
O nifedipino é um dos tocolíticos de primeira linha mais utilizados. Para maturação pulmonar, a betametasona ou dexametasona são os corticosteroides de escolha, administrados em esquemas específicos.
O sulfato de magnésio é utilizado para neuroproteção fetal em gestações com risco iminente de parto prematuro, especialmente antes de 32 semanas, mas não é a conduta inicial para inibir o trabalho de parto ou maturar o pulmão.
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