UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
Gestante de 28 anos, primigesta, com 33 semanas de idade gestacional, internou-se na maternidade há quatro dias em trabalho de parto prematuro. Foi realizada tocólise por 48 horas e administrada dose completa de corticoide, com melhora do quadro. Hoje voltou a se queixar de dor do tipo cólica e, ao exame, observou-se AU = 3/10”/40”, colo 80% apagado, dilatado para 5cm, BCF = 144 e cardiotocografia com acelerações. Nesse momento, a conduta que deve ser adotada é:
TPP < 34 semanas com dilatação avançada: priorizar neuroproteção fetal (sulfato de magnésio) e profilaxia de sepse (ATB).
Em trabalho de parto prematuro com dilatação avançada (< 34 semanas), após tocólise e corticoide, a prioridade muda para a neuroproteção fetal com sulfato de magnésio e profilaxia de sepse neonatal com antibioticoterapia, preparando para o parto iminente.
O trabalho de parto prematuro (TPP) é definido como o início das contrações uterinas regulares que causam modificações cervicais antes de 37 semanas de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. O manejo inicial visa inibir as contrações (tocólise) e promover a maturação pulmonar fetal com corticoides, idealmente por 48 horas. No caso apresentado, a paciente já recebeu tocólise e corticoide, e agora apresenta dilatação cervical avançada (5cm) em 33 semanas. Neste estágio, a inibição do parto não é mais o objetivo principal. A prioridade muda para a otimização das condições para o nascimento e a proteção do feto. A conduta correta envolve a administração de sulfato de magnésio para neuroproteção fetal, que reduz o risco de paralisia cerebral em prematuros nascidos antes de 34 semanas. Além disso, a antibioticoterapia profilática é indicada para reduzir o risco de sepse neonatal precoce, especialmente em partos prematuros. A cesárea não é indicada de rotina, e a tocólise ou repetição do corticoide não teriam benefício neste cenário.
O sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal em gestações com menos de 34 semanas de idade gestacional, quando o parto prematuro é iminente.
A antibioticoterapia é utilizada para profilaxia de sepse neonatal, especialmente em casos de trabalho de parto prematuro ou rotura prematura de membranas, visando reduzir o risco de infecção no recém-nascido.
A tocólise não é eficaz ou indicada em dilatações avançadas (>4-5 cm), e o ciclo completo de corticoide já foi administrado, não havendo benefício em repeti-lo em curto prazo.
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