Trabalho de Parto Prematuro com Sofrimento Fetal: Conduta

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

Uma gestante de 33 semanas, G1P0, apresenta contrações uterinas regulares, dor lombar e febre de 38,5°C. O exame obstétrico revela dilatação cervical de 3 cm e apagamento de 60%. A cardiotocografia mostra desacelerações tardias. O EAS apresenta leucocitúria, nitrito positivo, flora bacteriana aumentada. A paciente está hemodinamicamente estável. Qual é a conduta terapêutica mais apropriada?

Alternativas

  1. A) Iniciar antibióticos intravenosos e tocolíticos para estabilização, associando corticoterapia para maturação pulmonar fetal.
  2. B) Administrar antibióticos intravenosos, observar evolução clínica e retardar o parto o máximo possível.
  3. C) Induzir o parto vaginal após iniciar antibióticos, priorizando o nascimento imediato devido ao sofrimento fetal.
  4. D) Realizar cesariana de emergência devido à presença de sofrimento fetal e trabalho de parto prematuro.

Pérola Clínica

Gestante 33 sem + febre + sinais infecção + sofrimento fetal (desacelerações tardias) → Cesariana de emergência.

Resumo-Chave

A presença de febre, sinais de infecção urinária (que pode indicar corioamnionite ascendente) e, crucialmente, desacelerações tardias na cardiotocografia (indicando sofrimento fetal) em uma gestante em trabalho de parto prematuro, exige a interrupção imediata da gestação. A cesariana de emergência é a conduta mais apropriada para proteger o feto e a mãe.

Contexto Educacional

O trabalho de parto prematuro é definido como o início do trabalho de parto antes de 37 semanas de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. Quando associado a sinais de infecção materna e, especialmente, sofrimento fetal, a situação se torna uma emergência obstétrica que exige decisão rápida e precisa. A compreensão dos fatores de risco e da conduta é crucial para o residente. A fisiopatologia do trabalho de parto prematuro pode ser multifatorial, incluindo infecções (como a infecção urinária que pode evoluir para corioamnionite), inflamação, estresse e ruptura prematura de membranas. No caso apresentado, a febre e os achados do EAS sugerem infecção. As desacelerações tardias na cardiotocografia indicam insuficiência uteroplacentária e hipóxia fetal, um sinal claro de sofrimento fetal. A conduta terapêutica em casos de trabalho de parto prematuro com infecção e sofrimento fetal é a interrupção imediata da gestação. Tentar prolongar a gestação com tocolíticos seria contraindicado e perigoso para o feto. A cesariana de emergência é a via de parto mais segura e rápida para um feto prematuro em sofrimento, minimizando os riscos de hipóxia e trauma. O tratamento com antibióticos deve ser iniciado concomitantemente para a infecção materna.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de sofrimento fetal agudo na cardiotocografia?

Sinais de sofrimento fetal agudo incluem desacelerações tardias (indicando insuficiência uteroplacentária), bradicardia fetal persistente, variabilidade reduzida e ausência de acelerações.

Qual a importância da febre e dos sinais de infecção urinária neste cenário?

A febre e os sinais de infecção urinária (leucocitúria, nitrito positivo) em uma gestante em trabalho de parto prematuro sugerem fortemente uma infecção materna, como pielonefrite ou corioamnionite, que pode precipitar o parto e agravar o sofrimento fetal.

Por que a cesariana de emergência é preferida ao parto vaginal neste caso?

A cesariana de emergência é preferida devido à presença de sofrimento fetal agudo (desacelerações tardias) e trabalho de parto prematuro, que aumentam os riscos de hipóxia e lesão fetal durante um parto vaginal prolongado. A cesariana permite um nascimento mais rápido e seguro.

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