Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Durante a segunda metade da gestação, uma queixa frequente que leva à procura pelo pronto-socorro são as contrações uterinas relatadas como “endurecimento da barriga”. Se a gestante tem menos de 36 semanas, a hipótese de trabalho de parto prematuro deve ser sempre afastada e medidas cabíveis devem ser tomadas.Como o médico deve proceder frente ao quadro?
TPP = Contrações ritmadas + dilatação cervical ≥ 1cm e/ou esvaecimento. Internar para inibição.
O diagnóstico de trabalho de parto prematuro (TPP) é confirmado pela presença de contrações uterinas regulares e alterações cervicais progressivas, como dilatação cervical de 1 cm ou mais e/ou esvaecimento. Nesses casos, a internação e a inibição do trabalho de parto são indicadas.
O trabalho de parto prematuro (TPP) é definido como o início do trabalho de parto antes de 37 semanas completas de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade neonatal e um desafio significativo na obstetrícia. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar os desfechos. O diagnóstico de TPP exige a presença de contrações uterinas regulares e efetivas que promovam alterações no colo uterino, como dilatação e/ou esvaecimento. Apenas contrações uterinas, sem modificações cervicais, são consideradas "útero irritável" ou contrações de Braxton Hicks, que não caracterizam TPP. A avaliação do colo uterino por toque vaginal é essencial para confirmar o diagnóstico. Uma vez diagnosticado o TPP, a conduta inclui a internação da gestante, hidratação e, se indicado, a administração de tocolíticos para tentar inibir as contrações e prolongar a gestação. Além disso, a corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é fundamental para acelerar a maturação pulmonar fetal, e o sulfato de magnésio pode ser utilizado para neuroproteção fetal em gestações muito prematuras.
O TPP é diagnosticado pela presença de contrações uterinas regulares e efetivas (pelo menos 4 em 20 minutos ou 8 em 60 minutos) que causam alterações cervicais progressivas, como dilatação cervical de 1 cm ou mais e/ou esvaecimento cervical de 80% ou mais em gestações < 37 semanas.
Após o diagnóstico de TPP, a conduta inicial inclui internação hospitalar, hidratação, tocolíticos para inibir as contrações (se não houver contraindicações), corticoterapia para maturação pulmonar fetal e, em casos específicos, sulfato de magnésio para neuroproteção fetal.
O útero irritável e as contrações de Braxton Hicks são contrações uterinas irregulares e não dolorosas que não causam alterações cervicais. O TPP, por outro lado, envolve contrações regulares e dolorosas que resultam em dilatação e/ou esvaecimento cervical progressivo.
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