Trabalho de Parto Prematuro: Diagnóstico e Conduta Inicial

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025

Enunciado

Durante a segunda metade da gestação, uma queixa frequente que leva à procura pelo pronto-socorro são as contrações uterinas relatadas como “endurecimento da barriga”. Se a gestante tem menos de 36 semanas, a hipótese de trabalho de parto prematuro deve ser sempre afastada e medidas cabíveis devem ser tomadas.Como o médico deve proceder frente ao quadro?

Alternativas

  1. A) Se tem contrações ritmadas e dilatação cervical de 1 cm com esvaecimento cervical, pode-se classificar como TPP e internar para inibição.
  2. B) Se apresenta contrações ritmadas e dilatação de 5 cm, deve-se realizar a corticoterapia e sulfato de magnésio para neuroproteção.
  3. C) Se ao toque há dilatação de 3 cm e saída de líquido amniótico, introduz-se antibioticoprofilaxia e cesariana de urgência.
  4. D) Se o colo é impérvio, classifica-se como útero irritável e indica-se a inibina via oral.

Pérola Clínica

TPP = Contrações ritmadas + dilatação cervical ≥ 1cm e/ou esvaecimento. Internar para inibição.

Resumo-Chave

O diagnóstico de trabalho de parto prematuro (TPP) é confirmado pela presença de contrações uterinas regulares e alterações cervicais progressivas, como dilatação cervical de 1 cm ou mais e/ou esvaecimento. Nesses casos, a internação e a inibição do trabalho de parto são indicadas.

Contexto Educacional

O trabalho de parto prematuro (TPP) é definido como o início do trabalho de parto antes de 37 semanas completas de gestação. É uma das principais causas de morbimortalidade neonatal e um desafio significativo na obstetrícia. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar os desfechos. O diagnóstico de TPP exige a presença de contrações uterinas regulares e efetivas que promovam alterações no colo uterino, como dilatação e/ou esvaecimento. Apenas contrações uterinas, sem modificações cervicais, são consideradas "útero irritável" ou contrações de Braxton Hicks, que não caracterizam TPP. A avaliação do colo uterino por toque vaginal é essencial para confirmar o diagnóstico. Uma vez diagnosticado o TPP, a conduta inclui a internação da gestante, hidratação e, se indicado, a administração de tocolíticos para tentar inibir as contrações e prolongar a gestação. Além disso, a corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é fundamental para acelerar a maturação pulmonar fetal, e o sulfato de magnésio pode ser utilizado para neuroproteção fetal em gestações muito prematuras.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios para diagnosticar trabalho de parto prematuro (TPP)?

O TPP é diagnosticado pela presença de contrações uterinas regulares e efetivas (pelo menos 4 em 20 minutos ou 8 em 60 minutos) que causam alterações cervicais progressivas, como dilatação cervical de 1 cm ou mais e/ou esvaecimento cervical de 80% ou mais em gestações < 37 semanas.

Qual a conduta inicial após o diagnóstico de TPP?

Após o diagnóstico de TPP, a conduta inicial inclui internação hospitalar, hidratação, tocolíticos para inibir as contrações (se não houver contraindicações), corticoterapia para maturação pulmonar fetal e, em casos específicos, sulfato de magnésio para neuroproteção fetal.

Como diferenciar TPP de útero irritável ou contrações de Braxton Hicks?

O útero irritável e as contrações de Braxton Hicks são contrações uterinas irregulares e não dolorosas que não causam alterações cervicais. O TPP, por outro lado, envolve contrações regulares e dolorosas que resultam em dilatação e/ou esvaecimento cervical progressivo.

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