Trabalho de Parto Prematuro: Conduta na Fase Avançada

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso a seguir.Gestante de 31 semanas de gestação dá entrada no pronto atendimento com história de saída de grande quantidade de líquido via vaginal há cerca de 12 horas e contrações uterinas há cerca de duas horas. No exame físico geral, encontra-se afebril, com duas contrações/10 minutos, feto cefálico com altura da apresentação em -1 de De Lee, com colo 90% apagado e 8 cm dilatado, com saída de líquido amniótico claro, sem grumos. O feto se encontra com BCF = 134/m e com movimentos presentes.Diante desse quadro, qual é a conduta?

Alternativas

  1. A) Uteroinibição, corticoterapia e profilaxia do B-estreptococcus.
  2. B) Uteroinibição, corticoterapia, profilaxia do B-estreptococcus e sulfato de magnésio.
  3. C) Corticoterapia, profilaxia do B-estreptococcus, sulfato de magnésio e cesariana.
  4. D) Assistência ao trabalho de parto, profilaxia do B-estreptococcus e sulfato de magnésio.

Pérola Clínica

Gestante < 32 sem com trabalho de parto avançado (≥6cm) → Assistir ao parto + Sulfato de Mg (neuroproteção) + Profilaxia GBS.

Resumo-Chave

Em um trabalho de parto prematuro em fase ativa avançada (dilatação ≥ 6 cm), a tocolise é contraindicada e ineficaz. A conduta foca na assistência ao parto iminente, neuroproteção fetal com sulfato de magnésio (se < 32 semanas) e profilaxia antibiótica para Streptococcus do grupo B.

Contexto Educacional

O trabalho de parto prematuro (TPP) é definido como a presença de contrações uterinas regulares associadas a modificações cervicais antes de 37 semanas de gestação. Seu manejo depende da idade gestacional e do estágio do trabalho de parto. A rotura prematura de membranas ovulares pré-termo (RPMO) é uma causa e complicação frequente, aumentando o risco infeccioso. Diante de um TPP, a avaliação inicial busca determinar se o parto é iminente. Em fases iniciais (dilatação < 6 cm) e idade gestacional < 34 semanas, a conduta geralmente envolve corticoterapia para maturação pulmonar fetal e tocolise para adiar o parto por 48 horas, permitindo a ação do corticoide. No entanto, em uma fase ativa avançada (dilatação de 8 cm, como no caso), o parto é considerado inevitável e a tocolise está contraindicada por ineficácia e aumento de riscos. A conduta correta, então, volta-se para a preparação para o nascimento prematuro. A assistência ao parto deve ser realizada, monitorando o bem-estar materno-fetal. Para gestações abaixo de 32 semanas, o sulfato de magnésio é administrado para neuroproteção fetal, reduzindo a incidência e a gravidade da paralisia cerebral. Além disso, a profilaxia para Streptococcus do grupo B (GBS) com penicilina ou ampicilina é mandatória em todo TPP, pois a infecção por GBS é uma causa importante de sepse neonatal precoce.

Perguntas Frequentes

Quando o sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal?

O sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal em gestações com idade gestacional viável inferior a 32 semanas e com risco de parto iminente, visando reduzir o risco e a gravidade da paralisia cerebral no recém-nascido prematuro.

Por que a tocolise é contraindicada no trabalho de parto avançado?

A tocolise é contraindicada em trabalho de parto avançado (geralmente dilatação ≥ 6 cm) porque é ineficaz para interromper o processo de parto e pode aumentar os riscos de efeitos adversos maternos e fetais, como edema pulmonar, sem trazer benefícios.

Quais as principais complicações da rotura prematura de membranas pré-termo?

A principal complicação infecciosa é a corioamnionite, que aumenta o risco de sepse neonatal e materna. Outras complicações incluem o próprio parto prematuro com suas sequelas, a compressão do cordão umbilical por oligoâmnio e o descolamento prematuro de placenta.

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