PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Gestante com 23 anos de idade, G1P0, com 29 semanas de gravidez, com queixas de dores abdominais intermitentes. Nega perdas vaginais. O exame clínico era normal. Ao exame obstétrico foi detectado: - Contrações uterinas; 3/10'/40". - Toque vaginal: colo apagado 80%, dilatado 3 cm e pólo cefálico no plano -1 de De Lee. - Batimentos cárdio- fetais: 136 bpm. Assinale o diagnóstico e o tratamento adequados ao caso:
TPP (20-37 sem) + dilatação ≥3cm/apagamento ≥80% → tocolíticos + corticoide + MgSO4.
O diagnóstico de trabalho de parto prematuro é feito pela presença de contrações uterinas regulares e alterações cervicais (dilatação ≥3cm ou apagamento ≥80%) antes de 37 semanas de gestação. A conduta inicial inclui tocolíticos para inibir as contrações, corticoide para maturação pulmonar fetal e sulfato de magnésio para neuroproteção fetal.
O trabalho de parto prematuro (TPP), definido como o início do trabalho de parto antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. Sua identificação precoce e manejo adequado são cruciais para melhorar os desfechos perinatais. O diagnóstico de TPP é clínico, baseado na presença de contrações uterinas regulares e progressivas, associadas a modificações cervicais (dilatação e/ou apagamento). A avaliação do colo uterino por toque vaginal é essencial. Fatores de risco incluem história prévia de TPP, gestação múltipla e infecções. O tratamento visa inibir as contrações (tocólise), promover a maturação pulmonar fetal com corticosteroides e, em casos selecionados, oferecer neuroproteção fetal com sulfato de magnésio. A escolha do tocolítico depende da idade gestacional e das contraindicações maternas/fetais.
O diagnóstico de trabalho de parto prematuro é estabelecido pela presença de contrações uterinas regulares e dolorosas, acompanhadas de alterações cervicais, como dilatação cervical ≥3 cm ou apagamento ≥80%, entre 20 e 37 semanas de gestação.
A conduta inicial inclui a tentativa de inibição do trabalho de parto com tocolíticos, administração de corticosteroides para maturação pulmonar fetal e, em gestações <32 semanas, sulfato de magnésio para neuroproteção fetal.
Os corticosteroides (betametasona ou dexametasona) são administrados para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência e gravidade da síndrome do desconforto respiratório neonatal, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.
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