SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Uma gestante de 32 anos de idade, G2P1 (cesárea), com 35 semanas de gestação, relatou contrações rítmicas há três horas, com intervalo de tempo cada vez menor. Ao exame, evidenciaram‑se presença de dinâmica uterina regular e BCF presente no colo uterino impérvio.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o procedimento correto para se determinar se a paciente está em trabalho de parto prematuro.
TPP diagnóstico = contrações + alterações cervicais OU colo curto (<25-30mm) + fibronectina fetal positiva.
O diagnóstico de trabalho de parto prematuro (TPP) em gestantes com contrações e colo impérvio requer a avaliação de fatores adicionais. A medida do colo uterino por ultrassonografia transvaginal e a dosagem da fibronectina fetal são ferramentas importantes. Um colo curto (<25-30mm) e/ou fibronectina fetal positiva aumentam a probabilidade de TPP.
O trabalho de parto prematuro (TPP), definido como o início do trabalho de parto antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para a implementação de intervenções que possam prolongar a gestação e melhorar os desfechos neonatais, como a administração de corticoides para maturação pulmonar. Em gestantes com queixa de contrações, mas com colo uterino impérvio, a avaliação complementar é essencial. A medida do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é um método objetivo e preditivo: um colo com menos de 25-30 mm é considerado curto e aumenta o risco de TPP. A fibronectina fetal, quando positiva no fluido cervicovaginal, também indica um risco elevado de parto prematuro iminente. A combinação desses métodos diagnósticos (clínica, ultrassonografia e fibronectina fetal) oferece maior acurácia. A fibronectina fetal negativa, por exemplo, tem alto valor preditivo negativo, ou seja, exclui com grande segurança o TPP nas próximas semanas. Residentes devem dominar a interpretação desses exames para uma conduta adequada e individualizada.
O diagnóstico de TPP envolve a presença de contrações uterinas regulares e alterações cervicais progressivas, ou a combinação de contrações com achados como colo uterino curto (<25-30mm) e/ou fibronectina fetal positiva.
A ultrassonografia transvaginal para medir o colo uterino é um preditor importante de parto prematuro. Um colo com comprimento inferior a 25-30 mm em gestantes sintomáticas aumenta significativamente o risco.
A fibronectina fetal é uma glicoproteína presente na interface cório-decidual. Sua detecção no fluido cervicovaginal entre 22 e 34 semanas de gestação indica uma ruptura dessa interface e um risco aumentado de parto prematuro nas próximas 7-14 dias.
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