UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Paciente, 22 anos, secundigesta, idade gestacional de 31 semanas. Refere dor no baixo ventre, tipo cólica, regular há 4 horas. Ao exame: EGB, eupnéica, corada, afebril, PA = 110 x 70 mmHg. Dinâmica uterina positiva (2/10'/40''). Altura uterina = 28 cm. Tônus uterino normal. BCF + (162/min/qse). Colo dilatado para 3 cm, 70% apagado, bolsa íntegra. Qual hipótese diagnóstica e conduta?
TPP <37 sem + dilatação cervical ≥3 cm → Tocólise, corticoide, ATB profilaxia GBS.
O diagnóstico de trabalho de parto prematuro é confirmado pela presença de contrações uterinas regulares e modificações cervicais (dilatação ≥ 3cm ou esvaecimento ≥ 80%) antes de 37 semanas de gestação. A conduta inclui tocólise para inibir as contrações, corticoterapia para maturação pulmonar fetal e antibioticoprofilaxia para Estreptococo do Grupo B (GBS) se houver risco de parto iminente.
O trabalho de parto prematuro (TPP) é definido como o início do trabalho de parto antes de 37 semanas completas de gestação e é a principal causa de morbimortalidade neonatal. Sua incidência varia globalmente, mas é uma preocupação significativa na obstetrícia, exigindo reconhecimento e manejo rápidos para otimizar os resultados maternos e neonatais. A identificação precoce dos sinais e sintomas é fundamental para a intervenção. O diagnóstico de TPP é estabelecido pela presença de contrações uterinas regulares e progressivas que resultam em modificações cervicais, como dilatação de 3 cm ou mais ou esvaecimento de 80% ou mais. A avaliação do colo uterino, a dinâmica uterina e a idade gestacional são cruciais. A diferenciação entre TPP e ameaça de TPP é vital, pois a ameaça não apresenta as modificações cervicais estabelecidas. A conduta no TPP inclui tocólise para inibir as contrações, corticoterapia (betametasona ou dexametasona) para maturação pulmonar fetal e antibioticoprofilaxia para Estreptococo do Grupo B (GBS) se houver risco de parto iminente ou status desconhecido. O sulfato de magnésio pode ser usado para neuroproteção fetal em gestações com menos de 32 semanas. O objetivo é prolongar a gestação para permitir a ação dos corticoides e, se possível, transferir a paciente para um centro com UTI neonatal.
O trabalho de parto prematuro é diagnosticado pela presença de contrações uterinas regulares e modificações cervicais progressivas, como dilatação cervical de 3 cm ou mais, ou esvaecimento de 80% ou mais, antes de 37 semanas de gestação.
A corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é crucial para acelerar a maturação pulmonar fetal e reduzir a incidência de síndrome do desconforto respiratório neonatal, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante em fetos prematuros.
A profilaxia para Estreptococo do Grupo B (GBS) é indicada em casos de trabalho de parto prematuro com bolsa íntegra ou rota, se o status de GBS for desconhecido ou positivo, para prevenir a sepse neonatal precoce.
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