SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
A prematuridade é uma condição que ocorre com frequência, cujo impacto mostra-se relevante, nos custos hospitalares, representando um grande desafio para a prática clínica obstétrica. O seguimento da paciente durante as fases clínicas do trabalho de parto é necessário para melhor condução e assistência maternofetal. No que concerne a esse assunto, assinale a alternativa correta.
Trabalho de parto prematuro = contrações efetivas + dilatação cervical antes de 37 semanas de gestação.
O diagnóstico de trabalho de parto prematuro é clínico e baseia-se na tríade de idade gestacional inferior a 37 semanas, presença de contrações uterinas regulares e efetivas, e alterações cervicais progressivas (dilatação e/ou apagamento). A identificação precoce é crucial para intervenções que visam melhorar o prognóstico neonatal.
A prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal e representa um desafio significativo na prática obstétrica. O trabalho de parto prematuro (TPP) é a principal causa de prematuridade espontânea e é caracterizado pela presença de contrações uterinas regulares e efetivas que levam a alterações progressivas do colo uterino (dilatação e/ou apagamento) antes da 37ª semana de gestação. A identificação precoce e o manejo adequado são fundamentais para tentar prolongar a gestação e otimizar os resultados neonatais. O diagnóstico do TPP é clínico e exige a avaliação cuidadosa da atividade uterina e do colo. Contrações uterinas efetivas são aquelas que ocorrem com frequência e intensidade suficientes para causar modificações cervicais. A diferenciação entre TPP e contrações de Braxton Hicks ou irritabilidade uterina é crucial, pois estas últimas não resultam em alterações cervicais. Métodos complementares, como a medida do comprimento cervical por ultrassonografia transvaginal e a pesquisa de fibronectina fetal, podem auxiliar no diagnóstico e na estratificação de risco. O manejo do TPP visa principalmente à tocólise (inibição das contrações) para ganhar tempo para a administração de corticoides, que promovem a maturação pulmonar fetal, e para a transferência da gestante para um centro com recursos adequados para o cuidado do prematuro. A escolha do tocolítico depende da idade gestacional, condições maternas e fetais, e contraindicações. Além disso, a profilaxia para Streptococcus agalactiae (GBS) e a neuroproteção fetal com sulfato de magnésio em gestações muito prematuras são componentes importantes do manejo.
O diagnóstico de trabalho de parto prematuro é estabelecido pela presença de contrações uterinas regulares e efetivas (pelo menos 4 em 20 minutos ou 8 em 60 minutos), associadas a alterações cervicais progressivas (dilatação cervical de 2 cm ou mais, ou apagamento de 80% ou mais) em gestações entre 20 e 36 semanas e 6 dias.
O objetivo principal da tocólise (inibição do trabalho de parto) é prolongar a gestação por 48 horas, tempo suficiente para administrar corticoides para maturação pulmonar fetal e, se necessário, realizar a transferência da gestante para um centro com UTI neonatal adequada.
Os principais fatores de risco incluem história prévia de parto prematuro, gestação múltipla, infecções (urinárias, vaginais), anomalias uterinas, colo curto, polidrâmnio, sangramento vaginal no segundo ou terceiro trimestre e baixo índice de massa corporal materno.
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