CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2020
Primigesta com idade gestacional cronológica de 32 semanas, idade ecográfica de 33 semanas e 2 dias dá entrada no plantão obstétrico referindo dor em baixo ventre. Informa que fez tratamento para infecção urinária no sexto mês de gestação e exame de urina na última consulta há cerca de cinco semanas normal (anotado no cartão pré-natal). Ao exame obstétrico: altura uterina de 30 cm, batimentos cardíacos fetais de 140 bpm, presença de duas contrações de vinte segundos em dez minutos. Toque vaginal: colo esvaecido 50%, 2 cm, apresentação cefálica em -2 de DeLee, bolsa das águas íntegra. Faz parte da conduta adequada para o caso descrito:
Trabalho de parto prematuro <34 semanas com dilatação → tocolítico + corticoide para maturidade fetal.
Em trabalho de parto prematuro entre 24 e 34 semanas de gestação, a conduta padrão inclui tocolíticos para tentar inibir as contrações e corticoides (betametasona ou dexametasona) para acelerar a maturidade pulmonar fetal e reduzir o risco de complicações neonatais.
O trabalho de parto prematuro, definido como o início das contrações uterinas regulares com modificações cervicais antes de 37 semanas de gestação, é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar os desfechos perinatais, especialmente em gestações entre 24 e 34 semanas. A conduta inicial em casos de trabalho de parto prematuro com dilatação cervical, como o descrito na questão, envolve a administração de tocolíticos para tentar inibir as contrações e prolongar a gestação. Concomitantemente, são administrados corticoides (betametasona ou dexametasona) para acelerar a maturidade pulmonar fetal, reduzindo significativamente o risco de síndrome do desconforto respiratório neonatal e hemorragia intraventricular. Além da tocolise e corticoterapia, a neuroproteção fetal com sulfato de magnésio pode ser considerada em gestações com menos de 32 semanas. O manejo deve ser individualizado, considerando a idade gestacional, a condição materna e fetal, e a disponibilidade de recursos de UTI neonatal, visando sempre o melhor prognóstico para o recém-nascido.
Os objetivos são inibir as contrações uterinas para prolongar a gestação, permitir a administração de corticoides para acelerar a maturidade pulmonar fetal e, se necessário, realizar a neuroproteção fetal com sulfato de magnésio.
Corticoides (betametasona ou dexametasona) são indicados para todas as gestantes com risco de parto prematuro entre 24 e 34 semanas de gestação, visando reduzir a incidência de síndrome do desconforto respiratório e outras complicações neonatais.
Os tocolíticos incluem beta-agonistas (terbutalina), bloqueadores dos canais de cálcio (nifedipino), inibidores da síntese de prostaglandinas (indometacina) e antagonistas dos receptores de ocitocina (atosiban). As contraindicações variam, mas geralmente incluem infecção intra-amniótica, sofrimento fetal, sangramento ativo e pré-eclâmpsia grave.
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