PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2025
Mulher, 28 anos de idade, primigesta, com 32 semanas e 3 dias de gestação, chega na maternidade com queixa de dor abdominal associada a endurecimento do abdome, que iniciaram há 2 horas, associadas a dor lombar. Relata que as cólicas ocorrem a cada 10 minutos, têm duração de 40 segundos e são de intensidade crescente. Além disso, a paciente apresenta secreção vaginal mucoide, sem sinais de sangramento. Está em bom estado geral, sem febre ou sinais de infecção, e não tem histórico de doenças prévias, como hipertensão ou diabetes. Não há histórico de trauma ou ruptura prematura de membranas. No exame físico, o abdome está distendido, com útero globoso e sensível à palpação. Ao exame vaginal, o colo uterino está dilatado para 2,0cm, com apagamento de 50%, e as membranas estão íntegras. A ultrassonografia revela um líquido amniótico adequado, com apresentação cefálica. Mulher, 28 anos de idade, primigesta, com 32 semanas e 3 dias de gestação, chega na maternidade com queixa de dor abdominal associada a endurecimento do abdome, que iniciaram há 2 horas, associadas a dor lombar. Relata que as cólicas ocorrem a cada 10 minutos, têm duração de 40 segundos e são de intensidade crescente. Além disso, a paciente apresenta secreção vaginal mucoide, sem sinais de sangramento. Está em bom estado geral, sem febre ou sinais de infecção, e não tem histórico de doenças prévias, como hipertensão ou diabetes. Não há histórico de trauma ou ruptura prematura de membranas. No exame físico, o abdome está distendido, com útero globoso e sensível à palpação. Ao exame vaginal, o colo uterino está dilatado para 2,0cm, com apagamento de 50%, e as membranas estão íntegras. A ultrassonografia revela um líquido amniótico adequado, com apresentação cefálica.Quanto ao uso de tocolíticos, estará indicado para:
Tocólise → Adiar parto por 48h para ação de corticoides e neuroproteção fetal.
A tocólise no trabalho de parto prematuro visa postergar o nascimento por 48 horas, permitindo o ciclo completo de corticoides para maturação pulmonar.
O trabalho de parto prematuro (TPP) é definido por contrações uterinas regulares associadas a alterações cervicais antes de 37 semanas. A conduta principal foca na redução da morbimortalidade neonatal, principalmente a síndrome do desconforto respiratório, hemorragia intraventricular e enterocolite necrotizante. A tocólise não previne o parto prematuro a longo prazo, mas oferece uma janela crítica de 48 horas. Durante esse período, administra-se betametasona ou dexametasona para acelerar a produção de surfactante pulmonar. Além disso, permite a transferência da gestante para centros de referência com UTI neonatal e a administração de sulfato de magnésio para neuroproteção em gestações abaixo de 32 semanas, reduzindo o risco de paralisia cerebral.
As contraindicações absolutas incluem corioamnionite, descolamento prematuro de placenta com instabilidade, óbito fetal, malformações fetais incompatíveis com a vida e sofrimento fetal agudo. Contraindicações relativas envolvem pré-eclâmpsia grave ou eclampsia, onde a manutenção da gestação oferece risco materno superior ao benefício fetal.
O nifedipino (bloqueador de canal de cálcio) é frequentemente a primeira escolha devido à eficácia, facilidade de administração oral e perfil de segurança favorável comparado aos beta-agonistas. Outra opção comum é o atosiban (antagonista da ocitocina), especialmente em pacientes com contraindicações cardiovasculares ao nifedipino.
Geralmente é indicada entre 24 e 34 semanas de gestação. Antes de 24 semanas, a viabilidade é limítrofe, e após 34 semanas, os riscos da tocólise e da prematuridade tardia costumam ser superados pelos benefícios do parto, não havendo indicação rotineira de corticoterapia ou tocólise.
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