SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
AMN. 16 anos, G1P0, idade gestacional de 28 semanas, admitida na emergência com contações regulares (03 em 10 minutos, durando 50 segundos), perda de tampão mucoso, bolsa das águas íntegra e colo apagado, com 4 cm de dilatação. Podemos afirmar sobre a abordagem desta intercorrência, que:
TPP < 34 sem → Tocolise (Nifedipina) + Corticoide (maturação pulmonar) + Transferência para centro terciário.
A nifedipina é um tocolítico eficaz para prolongar a gestação por 48 horas, permitindo a administração completa dos corticoides para maturação pulmonar fetal e a transferência segura da paciente para um centro terciário, melhorando o prognóstico neonatal.
O trabalho de parto prematuro (TPP), definido como o início do trabalho de parto antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. Sua incidência varia globalmente, mas é um desafio significativo na obstetrícia, exigindo reconhecimento precoce e intervenção adequada para otimizar os resultados maternos e neonatais. O diagnóstico do TPP baseia-se na presença de contrações uterinas regulares e alterações cervicais progressivas. A abordagem inicial inclui a avaliação da idade gestacional, a vitalidade fetal e a exclusão de contraindicações à tocolise. A tocolise, com agentes como a nifedipina, visa prolongar a gestação por 48 horas, período crucial para a administração de corticoides e, se necessário, a transferência para um centro com UTI neonatal. O tratamento do TPP envolve a tocolise, a profilaxia para estreptococo do grupo B (se indicada) e, fundamentalmente, a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal. A nifedipina, um bloqueador de canal de cálcio, é um tocolítico de primeira linha. A maturação pulmonar com betametasona ou dexametasona é essencial para reduzir a síndrome do desconforto respiratório e outras complicações neonatais. A transferência para uma maternidade de nível terciário é vital para garantir o melhor cuidado ao recém-nascido prematuro.
O diagnóstico de trabalho de parto prematuro envolve a presença de contrações uterinas regulares e alterações cervicais progressivas (apagamento e dilatação) antes das 37 semanas de gestação.
A nifedipina é utilizada como agente tocolítico para inibir as contrações uterinas, permitindo tempo para a administração de corticoides para maturação pulmonar fetal e a transferência da paciente para um centro adequado.
Corticoides (betametasona ou dexametasona) são indicados para todas as gestantes com risco de parto prematuro entre 24 e 34 semanas, e em algumas situações até 36 semanas e 6 dias, para reduzir a morbimortalidade neonatal.
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