MedEvo Simulado — Prova 2026
Débora, 32 anos, G2P1 (parto prematuro anterior com 31 semanas), com idade gestacional de 30 semanas e 4 dias, comparece à maternidade referindo contrações uterinas frequentes e dolorosas há 4 horas. Ao exame físico, apresenta dinâmica uterina de 3 contrações de 35 segundos em 10 minutos. Ao toque vaginal, o colo encontra-se com 3 cm de dilatação, 60% esvaído e apresentação cefálica no plano -2 de De Lee. A paciente possui antecedentes médicos de Estenose Aórtica Grave de origem reumática e Diabetes Mellitus Gestacional, atualmente controlado com doses moderadas de insulina NPH. Os batimentos cardiofetais estão em 144 bpm, com padrão reativo na cardiotocografia. Diante do diagnóstico de trabalho de parto prematuro e do perfil clínico da paciente, a conduta mais adequada é:
Cardiopatia grave + PTP → Atosiban (evita taquicardia) + MgSO4 (<32s) + Corticoide + Ajuste Insulina.
Em gestantes com estenose aórtica grave, a tocólise deve evitar fármacos que alterem a frequência cardíaca ou pré-carga, sendo o Atosiban a escolha ideal frente aos beta-agonistas.
O manejo do trabalho de parto prematuro (TPP) exige uma abordagem multifatorial. Em pacientes com comorbidades graves, a escolha do tocolítico é crítica. O Atosiban, um antagonista da ocitocina, possui perfil de segurança superior em cardiopatas por não afetar parâmetros hemodinâmicos. A maturação pulmonar com betametasona é padrão-ouro entre 24 e 34 semanas, mas exige vigilância glicêmica em diabéticas. A neuroproteção com sulfato de magnésio deve ser iniciada se o parto for provável nas próximas 24 horas em gestações menores que 32 semanas.
Beta-agonistas como a terbutalina causam taquicardia reflexa e aumento do débito cardíaco, o que é mal tolerado em pacientes com estenose aórtica grave, onde o gradiente transvalvar é fixo, podendo levar à falência cardíaca aguda ou edema agudo de pulmão.
O sulfato de magnésio é indicado para gestantes em trabalho de parto prematuro iminente com idade gestacional inferior a 32 semanas, visando reduzir o risco de paralisia cerebral no recém-nascido.
Corticosteroides como a betametasona promovem resistência periférica à insulina, elevando significativamente a glicemia capilar. Em pacientes com DMG, é mandatório o ajuste rigoroso das doses de insulina durante e após a administração do corticoide.
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