Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Uma mulher grávida de 34 semanas chega ao pronto-socorro com contrações frequentes e intensas. Qual é a primeira medida a ser tomada?
Gestante 34 semanas + contrações → Avaliação rápida estado fetal e materno.
Em uma gestante com contrações em trabalho de parto prematuro, a primeira e mais crucial medida é a avaliação completa do estado materno e fetal. Isso inclui monitorização da vitalidade fetal, avaliação da dilatação cervical e identificação de possíveis complicações maternas.
O trabalho de parto prematuro, definido como o parto que ocorre antes de 37 semanas completas de gestação, é uma das principais causas de morbidade e mortalidade neonatal. A apresentação de uma gestante com 34 semanas e contrações frequentes e intensas no pronto-socorro exige uma abordagem sistemática e rápida para otimizar os desfechos maternos e neonatais. A avaliação inicial é crucial para determinar a conduta subsequente. A fisiopatologia do trabalho de parto prematuro é multifatorial, envolvendo infecções, inflamação, estresse, sangramento e distensão uterina. A avaliação rápida deve focar na confirmação do trabalho de parto (através do exame cervical), na avaliação da vitalidade fetal (cardiotocografia, ultrassonografia) e na identificação de fatores de risco ou complicações maternas (ruptura de membranas, sangramento, infecção). Esta etapa é fundamental para guiar decisões sobre tocolíticos, corticoesteroides para maturação pulmonar fetal e neuroproteção. A conduta inicial, portanto, não é a aplicação imediata de tocolíticos, mas sim uma avaliação completa. Somente após essa avaliação é possível decidir sobre a necessidade e a adequação de intervenções como a inibição do trabalho de parto, a administração de corticoesteroides para maturação pulmonar fetal (se a gestação for <34 semanas e houver risco de parto iminente) e a preparação para o parto, se inevitável. A prioridade é garantir a segurança da mãe e do feto através de um diagnóstico preciso e um plano de manejo adequado.
Os sinais incluem contrações uterinas regulares e dolorosas, dor lombar persistente, pressão pélvica, cólicas abdominais, alteração no corrimento vaginal (com sangue ou muco) e ruptura das membranas.
A avaliação deve incluir a monitorização da frequência cardíaca fetal, ultrassonografia para avaliar o bem-estar fetal e o colo uterino, exame físico materno para verificar dilatação cervical e sinais vitais maternos.
O trabalho de parto prematuro é definido como o início das contrações uterinas regulares e alterações cervicais (dilatação ou apagamento) antes de 37 semanas completas de gestação.
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