HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
A prematuridade permanece, nos dias atuais, como sério problema perinatal, sendo responsável por em torno de 75% de toda a morbidade e mortalidade neonatais. Nos Estados Unidos da América, tem sido responsável por 70% de todas as mortes neonatais, um terço das mortes infantis e por 25% a 50% dos casos com alterações neurológicas tardias (ACOG, 2016). Assinale a alternativa correta:I. A utilização de substâncias tocolíticas, capazes de inibir a atividade contrátil do miométrio, é uma estratégia importante para tentar reduzir os índices de prematuridade espontânea, tais como terbutalina e nifedipino.II. Apesar de o sulfato de magnésio não apresentar atividade tocolítica satisfatória, nos últimos anos tem sido enfatizado seu papel na neuroproteção ao concepto, diminuindo as chances de paralisia cerebral. Diversos protocolos propostos por importantes sociedades são favoráveis à sua utilização em gestantes com idade gestacional inferior a 32 semanas.III. O uso de corticoterapia antenatal é recomendada entre 24 e 34 semanas de gestação, e previnem complicações respiratórias neonatais.IV. O chamado ciclo de corticoide pode ser realizado preferencialmente com betametasona (12 mg intramuscular por dia, em dois dias consecutivos) ou com dexametasona (6 mg intramuscular a cada 12 horas, por dois dias). Seu efeito benéfico já pode ser notado após as primeiras horas do início da medicação, mas o efeito ideal ocorre após 24 horas de completado o esquema terapêutico. A ação possui duração de até sete dias.(TRATADO DE OBSTETRICIA FEBRASGO, CAPITULO 26, TRABALHO DE PARTO E PARTO PRÉ TERMO: DO CONCEITO AO CUIDADO)
Prematuridade: tocolíticos (nifedipino), neuroproteção (sulfato de magnésio <32 sem), corticoide antenatal (24-34 sem) para maturação pulmonar.
O manejo do trabalho de parto prematuro visa prolongar a gestação com tocolíticos, proteger o concepto com sulfato de magnésio (neuroproteção) e acelerar a maturação pulmonar fetal com corticoides antenatais, reduzindo morbimortalidade neonatal.
A prematuridade é uma das maiores causas de morbimortalidade neonatal globalmente, com sérias consequências para o desenvolvimento infantil. O manejo do trabalho de parto prematuro (TPP) e a prevenção de suas complicações são pilares fundamentais da obstetrícia moderna. A compreensão das intervenções farmacológicas e suas indicações é essencial para residentes e profissionais de saúde que atuam na área materno-infantil, visando otimizar os desfechos perinatais. As estratégias de manejo incluem a utilização de tocolíticos, como terbutalina e nifedipino, que visam inibir as contrações uterinas e prolongar a gestação, permitindo tempo para a administração de outras terapias. Além disso, o sulfato de magnésio, embora não seja um tocolítico primário, desempenha um papel crucial na neuroproteção fetal, reduzindo significativamente o risco de paralisia cerebral em fetos expostos ao parto prematuro, especialmente antes das 32 semanas de gestação. A corticoterapia antenatal, com betametasona ou dexametasona, é uma intervenção comprovadamente eficaz para acelerar a maturação pulmonar fetal e prevenir a síndrome do desconforto respiratório neonatal, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante. É recomendada entre 24 e 34 semanas de gestação, com um ciclo de ação que se inicia em horas e atinge o efeito ideal após 24 horas da conclusão do esquema, com duração de até sete dias. A combinação dessas abordagens terapêuticas é vital para melhorar o prognóstico dos recém-nascidos prematuros.
Os principais tocolíticos incluem beta-agonistas como a terbutalina, bloqueadores dos canais de cálcio como o nifedipino, inibidores da síntese de prostaglandinas (AINEs) como a indometacina, e antagonistas dos receptores de ocitocina como o atosiban.
O sulfato de magnésio é utilizado na prematuridade principalmente para neuroproteção fetal, diminuindo o risco de paralisia cerebral em nascimentos antes de 32 semanas de gestação, apesar de sua atividade tocolítica ser limitada.
A corticoterapia antenatal é indicada entre 24 e 34 semanas de gestação para acelerar a maturação pulmonar fetal, prevenindo a síndrome do desconforto respiratório neonatal, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante. O esquema padrão é betametasona ou dexametasona.
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