SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2020
Conceitua-se gravidez pré-termo aquela cuja idade gestacional encontra-se entre 22 (ou 154 dias) e 37 (ou 259 dias) semanas:I - Com base neste conceito o trabalho de parto prematuro é caracterizado pela presença de contrações frequentes (uma a cada 5 - 8 minutos) acompanhadas de modificações cervicais caracterizadas por dilatação maior que 2,0 cm e/ou esvaecimento maior que 50%. II - Na suspeita ou confirmação de rotura de membranas ou de placenta prévia e na ausência de contrações rítmicas ou sangramento importante, a inspeção visual pode ser utilizada para avaliar o colo. Quando decidido pelo toque vaginal, devem ser tomados cuidados para evitar sangramento ou infecções. III - A administração de corticoides para amadurecimento pulmonar fetal se constitui na principal estratégia para a redução da morbidade e mortalidade perinatal associadas à prematuridade. Os efeitos atingem seu benefício máximo se o parto ocorrer entre 24 horas e 7 dias após a última dose do medicamento. IV - Existem evidências que justifiquem o uso de antibióticos no trabalho de parto prematuro com o objetivo de prolongar a gestação e aumentar a eficácia da tocólise.
Antibióticos NÃO prolongam gestação ou aumentam tocólise em TPP sem infecção; corticoides são chave para amadurecimento pulmonar.
A definição de trabalho de parto prematuro envolve contrações e alterações cervicais. Corticoides são fundamentais para amadurecimento pulmonar fetal, com benefício máximo entre 24h e 7 dias. O uso rotineiro de antibióticos no TPP sem infecção comprovada não é recomendado.
O trabalho de parto prematuro (TPP), definido como o início do trabalho de parto entre 22 e 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade perinatal globalmente. Seu reconhecimento precoce e manejo adequado são cruciais para melhorar os desfechos neonatais, sendo um tema de alta relevância para residentes de ginecologia e obstetrícia. O diagnóstico do TPP baseia-se na presença de contrações uterinas regulares e modificações cervicais progressivas. As condutas incluem a tocólise (para inibir as contrações e prolongar a gestação), a corticoterapia para amadurecimento pulmonar fetal e a profilaxia para Streptococcus agalactiae (GBS) quando indicada. A corticoterapia, com betametasona ou dexametasona, é a intervenção mais eficaz para reduzir a síndrome do desconforto respiratório e outras complicações da prematuridade. É fundamental que o residente compreenda as indicações e contraindicações da tocólise, a janela de benefício dos corticoides e a não recomendação do uso rotineiro de antibióticos sem infecção comprovada. O manejo de situações especiais, como rotura prematura de membranas ou placenta prévia, exige cautela na avaliação cervical para evitar complicações como infecção ou sangramento.
O trabalho de parto prematuro é caracterizado pela presença de contrações uterinas regulares e frequentes (uma a cada 5-8 minutos) acompanhadas de modificações cervicais, como dilatação maior que 2,0 cm e/ou esvaecimento maior que 50%.
Os corticoides são a principal estratégia para promover o amadurecimento pulmonar fetal, reduzindo significativamente a morbidade e mortalidade perinatal associadas à prematuridade, com benefício máximo se o parto ocorrer entre 24 horas e 7 dias após a última dose.
O uso rotineiro de antibióticos no trabalho de parto prematuro sem evidência de infecção não demonstrou prolongar a gestação ou aumentar a eficácia da tocólise, podendo inclusive selecionar cepas resistentes e mascarar infecções.
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