HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015
Mulher de 22 anos procura o pronto-atendimento (PA) da Maternidade com queixas de disúria, dor, polaciúria, nictúria e hematúria. É primigesta, moradora de rua, usuária de drogas, com 29 semanas de gestação, gemelar e revela atividade uterina compatível com trabalho de parto prematuro (TPP). Apresenta uma altura uterina de 38 cm. Das alternativas abaixo, qual a MENOS PROVÁVEL?
Primigesta NÃO é fator determinante para TPP; gemelaridade, ITU e uso de drogas são fatores de risco importantes.
A primiparidade por si só não aumenta o risco de trabalho de parto prematuro; na verdade, algumas fontes indicam que multíparas podem ter um risco ligeiramente maior. Os outros fatores apresentados na questão (gemelaridade, ITU, uso de drogas) são reconhecidos e significativos para o TPP.
O trabalho de parto prematuro (TPP), definido como o início do trabalho de parto antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. Sua identificação e manejo precoce são cruciais na prática obstétrica. A compreensão dos fatores de risco é fundamental para a prevenção e intervenção. A fisiopatologia do TPP é multifatorial, envolvendo inflamação/infecção, estresse uterino (como na gestação gemelar ou polidrâmnio), hemorragia decidual e estresse materno. A presença de sintomas como disúria, polaciúria e hematúria, juntamente com atividade uterina, sugere uma infecção do trato urinário (ITU), que é um desencadeador conhecido de TPP. A altura uterina de 38 cm em uma gestação gemelar de 29 semanas é compatível com polidrâmnio ou crescimento fetal excessivo, o que também pode levar ao TPP. O manejo do TPP envolve a identificação e tratamento da causa subjacente (ex: antibióticos para ITU), tocolíticos para inibir as contrações, corticoesteroides para maturação pulmonar fetal e sulfato de magnésio para neuroproteção. É vital diferenciar fatores de risco reais de mitos, como a ideia de que ser primigesta é um fator determinante para o TPP, o que não se sustenta na literatura médica.
Os principais fatores de risco incluem gestação múltipla, infecções (especialmente ITU), uso de drogas ilícitas, história prévia de TPP, anomalias uterinas e cervicais, e polidrâmnio.
A ITU pode levar à liberação de citocinas inflamatórias e prostaglandinas, que estimulam as contrações uterinas e o amadurecimento cervical, desencadeando o trabalho de parto prematuro.
A primiparidade não é um fator de risco independente para o TPP. Outros fatores como idade materna avançada, condições socioeconômicas e comorbidades são mais relevantes na determinação do risco.
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