SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Primigesta de 25 anos, idade gestacional de 33 semanas, procura atendimento com queixas de contrações. Ao exame físico, batimento cardíaco fetal de 142bpm, dinâmica uterina de 2 contrações em 1 O minutos, colo uterino com 80% de apagamento e dilatação de 3 cm, bolsa das águas íntegra e apresentação pélvica. Diante do quadro é recomendado:
Trabalho de parto prematuro <34 semanas → Betametasona + Tocolítico (Nifedipina) + Rastreio infeccioso.
Em trabalho de parto prematuro entre 24 e 33 semanas e 6 dias, a conduta inclui corticoterapia para maturação pulmonar fetal (betametasona ou dexametasona), tocolíticos para inibir as contrações (como nifedipina) e investigação de infecção, que pode ser um fator desencadeante. A neuroproteção fetal com sulfato de magnésio é indicada antes de 32 semanas.
O trabalho de parto prematuro, definido como o parto que ocorre antes de 37 semanas completas de gestação, é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar os desfechos neonatais. Fatores de risco incluem infecções, gestação múltipla, histórico de parto prematuro e anomalias uterinas. A apresentação clínica envolve contrações uterinas regulares e progressão das modificações cervicais. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica, incluindo o exame do colo uterino. A fisiopatologia é multifatorial, envolvendo inflamação, estresse uterino e ativação prematura do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal fetal. A suspeita deve ser alta em gestantes com queixas de contrações ou sangramento vaginal em idades gestacionais de risco. A ultrassonografia transvaginal para medida do colo uterino e a pesquisa de fibronectina fetal podem auxiliar no diagnóstico e estratificação de risco. O tratamento visa prolongar a gestação para permitir a maturação fetal e a administração de corticoides. A corticoterapia (betametasona ou dexametasona) é padrão-ouro para gestações entre 24 e 34 semanas. Tocolíticos, como a nifedipina, são usados para inibir as contrações. A neuroproteção fetal com sulfato de magnésio é considerada antes de 32 semanas. É fundamental rastrear e tratar infecções, como infecção do trato urinário ou corioamnionite, que podem ser a causa subjacente do trabalho de parto prematuro.
O diagnóstico de trabalho de parto prematuro é feito pela presença de contrações uterinas regulares e modificações cervicais progressivas (apagamento e dilatação) antes de 37 semanas de gestação. No caso, 33 semanas com 3 cm de dilatação e 80% de apagamento confirmam o diagnóstico.
A betametasona (ou dexametasona) é um corticoide indicado para acelerar a maturação pulmonar fetal, reduzindo a incidência e gravidade da síndrome do desconforto respiratório neonatal, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante em prematuros.
A Nifedipina é um bloqueador dos canais de cálcio utilizado como tocolítico para inibir as contrações uterinas e prolongar a gestação, permitindo tempo para a ação dos corticoides e, se necessário, o transporte materno para um centro de referência.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo