Trabalho de Parto Prematuro: Prevenção e Manejo Atual

SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

A respeito do trabalho de parto prematuro (TPP), assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Para o diagnóstico de TPP é suficiente a identificação de contrações uterinas regulares, com intervalo de 5 minutos ou menos entre cada uma, depois de 22 semanas de gestação e antes de 37 semanas de gestação.
  2. B) Gestantes assintomáticas e com medida do colo uterino realizada com 24 semanas de gestação menor ou igual a 25 mm possuem maior risco de parto prematuro. Essas pacientes se beneficiam da progesterona micronizada na dose de 200 mg via vaginal, à noite.
  3. C) Ainda são controversos os benefícios do uso de sulfato de magnésio como medida de neuroproteção fetal para mulheres em trabalho de parto prematuro com idade gestacional entre 24 e 31 semanas e 6 dias de gestação.
  4. D) O uso de corticoide é indicado para pacientes entre 24 e 34 semanas de gestação, com alta probabilidade de parto prematuro dentro de 7 dias, e a droga de primeira escolha é a dexametasona 6 mg intramuscular de 12 em 12 horas por 48 horas (4 doses).
  5. E) Os antibióticos devem ser utilizados em gestantes em trabalho de parto prematuro com risco iminente de parto apenas nos casos em que houver diagnóstico de corioamnionite.

Pérola Clínica

Colo uterino < 25mm em assintomáticas + progesterona vaginal = ↓ risco TPP.

Resumo-Chave

A medida do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é uma ferramenta preditiva importante para o risco de parto prematuro em gestantes assintomáticas. A progesterona vaginal é eficaz na prevenção do TPP em pacientes com colo curto, atuando na manutenção da quiescência uterina.

Contexto Educacional

O trabalho de parto prematuro (TPP), definido como o parto antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores infecciosos, inflamatórios, uterinos e cervicais. A identificação precoce de gestantes em risco e a implementação de medidas preventivas são cruciais para melhorar os desfechos perinatais. O diagnóstico de TPP baseia-se na presença de contrações uterinas regulares e alterações cervicais. A medida do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é um preditor robusto de TPP, especialmente em gestantes assintomáticas com colo curto (<25mm), que se beneficiam da progesterona vaginal. O uso de corticoides para maturação pulmonar fetal e sulfato de magnésio para neuroproteção fetal são intervenções fundamentais em casos de TPP iminente, com indicações precisas de idade gestacional. O manejo do TPP envolve a avaliação da idade gestacional, risco de parto iminente e condições maternas/fetais. A tocólise pode ser considerada para prolongar a gestação e permitir a administração completa dos corticoides. Antibióticos são reservados para casos de corioamnionite ou para profilaxia de GBS em gestantes com status desconhecido. A compreensão desses pilares é essencial para a prática obstétrica segura e eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para trabalho de parto prematuro?

O diagnóstico de TPP requer contrações uterinas regulares (4 em 20 min ou 8 em 60 min) acompanhadas de modificações cervicais (apagamento de 80% ou dilatação de 2 cm ou mais) entre 22 e 36 semanas e 6 dias de gestação.

Quando a progesterona micronizada vaginal é indicada na prevenção do parto prematuro?

A progesterona vaginal é indicada para gestantes assintomáticas com colo uterino menor ou igual a 25 mm na ultrassonografia transvaginal, geralmente entre 20 e 24 semanas, para reduzir o risco de parto prematuro.

Qual o papel do sulfato de magnésio no trabalho de parto prematuro?

O sulfato de magnésio é utilizado para neuroproteção fetal em partos prematuros iminentes entre 24 e 31 semanas e 6 dias de gestação, reduzindo o risco de paralisia cerebral e disfunção motora grave.

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