SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2023
A respeito do trabalho de parto prematuro (TPP), assinale a alternativa correta.
Colo uterino < 25mm em assintomáticas + progesterona vaginal = ↓ risco TPP.
A medida do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é uma ferramenta preditiva importante para o risco de parto prematuro em gestantes assintomáticas. A progesterona vaginal é eficaz na prevenção do TPP em pacientes com colo curto, atuando na manutenção da quiescência uterina.
O trabalho de parto prematuro (TPP), definido como o parto antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores infecciosos, inflamatórios, uterinos e cervicais. A identificação precoce de gestantes em risco e a implementação de medidas preventivas são cruciais para melhorar os desfechos perinatais. O diagnóstico de TPP baseia-se na presença de contrações uterinas regulares e alterações cervicais. A medida do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é um preditor robusto de TPP, especialmente em gestantes assintomáticas com colo curto (<25mm), que se beneficiam da progesterona vaginal. O uso de corticoides para maturação pulmonar fetal e sulfato de magnésio para neuroproteção fetal são intervenções fundamentais em casos de TPP iminente, com indicações precisas de idade gestacional. O manejo do TPP envolve a avaliação da idade gestacional, risco de parto iminente e condições maternas/fetais. A tocólise pode ser considerada para prolongar a gestação e permitir a administração completa dos corticoides. Antibióticos são reservados para casos de corioamnionite ou para profilaxia de GBS em gestantes com status desconhecido. A compreensão desses pilares é essencial para a prática obstétrica segura e eficaz.
O diagnóstico de TPP requer contrações uterinas regulares (4 em 20 min ou 8 em 60 min) acompanhadas de modificações cervicais (apagamento de 80% ou dilatação de 2 cm ou mais) entre 22 e 36 semanas e 6 dias de gestação.
A progesterona vaginal é indicada para gestantes assintomáticas com colo uterino menor ou igual a 25 mm na ultrassonografia transvaginal, geralmente entre 20 e 24 semanas, para reduzir o risco de parto prematuro.
O sulfato de magnésio é utilizado para neuroproteção fetal em partos prematuros iminentes entre 24 e 31 semanas e 6 dias de gestação, reduzindo o risco de paralisia cerebral e disfunção motora grave.
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