UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
Gestante, 22 anos, Gesta 2 Para 1 (parto vaginal a termo na gestação anterior). A idade gestacional atual é de 28 semanas, calculada com base em resultado de ultrasonografia realizada com 11 semanas de gestação. Está em tratamento para infecção do trato urinário. Queixa-se de cólicas intensas em baixo ventre e sangramento vaginal de leve intensidade. Ao exame: altura uterina 24 cm, dinâmica uterina de 2 contrações em 1 O minutos, com duração de aproximadamente 30 segundos cada. BCF = 140 bpm. Especular: presença de conteúdo vaginal mucoso com raios de sangue. Toque vaginal: colo uterino longo, grosso, pérvio para 2 cm. O diagnóstico é de:
Gestante <37 sem + contrações regulares + modificação cervical (dilatação ≥2cm) = Trabalho de parto pré-termo.
O diagnóstico de trabalho de parto pré-termo é estabelecido pela presença de contrações uterinas regulares e modificações cervicais progressivas (dilatação e/ou esvaecimento) antes de 37 semanas de gestação. A infecção do trato urinário é um fator de risco conhecido.
O trabalho de parto pré-termo (TPP) é definido como o início do trabalho de parto antes de 37 semanas completas de gestação. É a principal causa de morbimortalidade neonatal e um desafio significativo na obstetrícia. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para melhorar os desfechos neonatais. A epidemiologia mostra que cerca de 10% dos nascimentos ocorrem antes do termo. A fisiopatologia do TPP é multifatorial, envolvendo inflamação/infecção (como a ITU, presente no caso), estresse materno, distensão uterina excessiva e insuficiência cervical. Os sinais e sintomas incluem contrações uterinas regulares, dor lombar, pressão pélvica, sangramento vaginal leve e, o mais importante, modificações cervicais progressivas (dilatação e esvaecimento). A altura uterina pode ser menor que a idade gestacional esperada devido ao esvaecimento e descida do feto. O diagnóstico é clínico, baseado na idade gestacional, dinâmica uterina e exame do colo. A conduta inicial envolve a inibição das contrações (tocólise), uso de corticosteroides para maturação pulmonar fetal e, se houver infecção, tratamento antibiótico. A avaliação da vitalidade fetal e a transferência para um centro com UTI neonatal são essenciais. A prevenção e o manejo de fatores de risco, como infecções, são importantes para reduzir a incidência de TPP.
Os critérios incluem idade gestacional entre 20 e 36 semanas e 6 dias, presença de contrações uterinas regulares (pelo menos 2 em 10 minutos) e modificações cervicais progressivas, como dilatação cervical de 2 cm ou mais.
Fatores de risco incluem infecções (como ITU, vaginose bacteriana), gestação múltipla, histórico de parto prematuro, sangramento vaginal, estresse materno e algumas condições uterinas ou cervicais.
As contrações de Braxton Hicks são esporádicas, irregulares e não causam modificações no colo uterino, enquanto o trabalho de parto pré-termo apresenta contrações regulares e progressiva dilatação ou esvaecimento cervical.
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