Trabalho de Parto: Avaliação da Dilatação Cervical

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021

Enunciado

Paciente gestante, 28 anos (G1P0), em primeira gestação, com 38 semanas completas de gravidez, em fase ativa de trabalho de parto, com 4 cm de dilatação, alteração do colo de 4 para 7 cm em 2 horas e contrações com intervalos de 7 a 10 minutos. Quanto ao trabalho de parto:

Alternativas

  1. A) Como ela é nulípara, a expectativa é de que o colo se dilataria em uma velocidade de pelo menos 1,2 cm/h durante a fase ativa do trabalho de parto, e ela não atendeu a esse critério, o que indica anormalidade do trabalho de parto.
  2. B) O padrão de contração uterina parece sub ótimo, o que indica a normalidade do trabalho de parto.
  3. C) É a alteração no colo por hora e não o padrão de contração uterina que indica a normalidade no trabalho de parto, o que é constatado nesse caso.
  4. D) Como ela está apresentando um trabalho de parto anormal, o manejo adequado é proceder a intervenção.

Pérola Clínica

Nulípara: dilatação cervical ≥ 1,2 cm/h na fase ativa; multipara: ≥ 1,5 cm/h.

Resumo-Chave

A normalidade do trabalho de parto na fase ativa é primariamente avaliada pela velocidade de dilatação cervical. Para nulíparas, espera-se uma dilatação de pelo menos 1,2 cm/h. O padrão de contrações, embora importante, é secundário à progressão cervical para definir normalidade.

Contexto Educacional

O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo, dividido em fases latente e ativa. A fase ativa, crucial para a progressão do parto, é caracterizada por dilatação cervical mais rápida e contrações uterinas eficazes. A compreensão dos parâmetros de normalidade é fundamental para identificar distocias e intervir adequadamente, garantindo a segurança materno-fetal. A avaliação da progressão do trabalho de parto é um pilar da assistência obstétrica. O partograma é a ferramenta gráfica utilizada para monitorar a dilatação cervical e a descida fetal ao longo do tempo, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade. A velocidade de dilatação cervical é um dos principais indicadores de progresso, sendo que valores abaixo do esperado podem indicar uma distocia de dilatação. Para nulíparas, a velocidade mínima de dilatação na fase ativa é de 1,2 cm/hora, enquanto para multíparas é de 1,5 cm/hora. A falha em atingir esses marcos, mesmo com contrações uterinas presentes, sugere uma anormalidade que pode requerer intervenção, como a amniotomia ou o uso de ocitocina para otimizar as contrações, ou até mesmo a cesariana em casos de falha de progressão.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para definir a fase ativa do trabalho de parto?

A fase ativa do trabalho de parto é definida quando a dilatação cervical atinge 6 cm ou mais, acompanhada de contrações uterinas regulares e progressivas.

Qual a velocidade mínima de dilatação cervical esperada para uma nulípara na fase ativa?

Para uma gestante nulípara, a velocidade mínima esperada de dilatação cervical na fase ativa do trabalho de parto é de 1,2 cm por hora.

Como o padrão de contrações uterinas se relaciona com a normalidade do trabalho de parto?

Embora contrações regulares e eficazes sejam necessárias, a normalidade do trabalho de parto na fase ativa é primariamente determinada pela progressão da dilatação cervical, e não apenas pelo padrão de contrações isoladamente.

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