UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Primigesta de 24 anos, com 39 semanas de gestação comparece à maternidade com queixa de dor em cólica, não associada a queixa de perdas vaginais. Faz acompanhamento pré-natal de risco habitual, sem intercorrências até aqui. Ao exame: PA: 110x70 mmHg FC: 84 bpm AFU: 38 cm BCF: 144 bpm ausência de contrações em 10 minutos. Colo: 2 cm, posterior, 20% apagado. Feto cefálico. Bolsa íntegra. Marque a assertiva correta.
Trabalho de parto efetivo: contrações rítmicas + dilatação cervical progressiva. Sem isso, orientar e reavaliar.
A gestante em pródromos de trabalho de parto, sem contrações rítmicas e dilatação cervical progressiva, não deve ser internada. É fundamental orientá-la sobre os sinais de trabalho de parto efetivo (contrações regulares, intensas e progressivas, perda de líquido ou sangramento) e a importância de retornar ao hospital quando estes se manifestarem, evitando internações desnecessárias.
O reconhecimento do início do trabalho de parto é um desafio comum na prática obstétrica, especialmente para primigestas. É fundamental diferenciar os pródromos do trabalho de parto do trabalho de parto efetivo para evitar internações desnecessárias, que podem gerar ansiedade, custos e aumento do risco de intervenções. A gestação a termo, como no caso apresentado (39 semanas), é o período em que o trabalho de parto pode se iniciar espontaneamente. Os pródromos do trabalho de parto são caracterizados por contrações uterinas irregulares em frequência, intensidade e duração, que não causam modificações progressivas no colo uterino. O exame físico revela um colo uterino com pouca dilatação (até 4-5 cm) e apagamento discreto, sem progressão clara. O trabalho de parto efetivo, por outro lado, é definido pela presença de contrações uterinas regulares e rítmicas, que aumentam em intensidade e frequência, levando a uma dilatação cervical progressiva e apagamento do colo. No caso clínico, a gestante apresenta 39 semanas, dor em cólica sem contrações em 10 minutos e colo com 2 cm de dilatação e 20% de apagamento. Estes achados são compatíveis com pródromos de trabalho de parto ou fase latente inicial, não preenchendo os critérios para internação imediata para assistência ao parto. A conduta correta é orientar a gestante sobre os sinais de trabalho de parto efetivo (contrações regulares e intensas, perda de líquido ou sangramento) e instruí-la a retornar ao hospital quando estes se manifestarem, garantindo um manejo adequado e humanizado do parto.
O trabalho de parto efetivo é caracterizado por contrações uterinas regulares, rítmicas, progressivamente mais intensas e frequentes, que levam à dilatação e apagamento progressivos do colo uterino. A internação é indicada quando a gestante atinge a fase ativa do trabalho de parto, geralmente com 6 cm ou mais de dilatação cervical, ou quando há ruptura de membranas ou sangramento vaginal significativo.
Os pródromos do trabalho de parto são sinais e sintomas que antecedem o trabalho de parto efetivo, como contrações irregulares (Braxton Hicks), dor lombar, perda do tampão mucoso e amolecimento cervical, sem dilatação progressiva. O manejo consiste em orientar a gestante sobre os sinais de alerta para o trabalho de parto real e incentivá-la a retornar ao domicílio, aguardando a fase ativa.
O partograma deve ser iniciado quando a gestante entra na fase ativa do trabalho de parto, ou seja, quando a dilatação cervical atinge 6 cm ou mais, com contrações uterinas regulares e efetivas. Antes disso, na fase latente ou nos pródromos, o partograma não é indicado, pois pode levar a intervenções desnecessárias e aumento da ansiedade.
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