INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Ao atender uma primigesta com 15 anos de idade, trazida à Emergência de um hospital geral pela ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o plantonista encontra a seguinte situação: idade gestacional de 36 semanas, bolsa rota com líquido claro, 4 contrações uterinas fortes com duração de 40 segundos em 5 minutos de observação, colo dilatado 10 cm, feto em apresentação cefálica em posição occipto-pública no plano +1 de De Lee, frequência cardíaca fetal = 130 bpm. Nessa situação, o plantonista deve
Gestante com dilatação total, feto em +1 De Lee e BCF normal → Parto vaginal iminente, conduzir ao CO.
A paciente apresenta um quadro de trabalho de parto em fase ativa avançada (dilatação total, feto em plano baixo), com bolsa rota e líquido claro, e vitalidade fetal preservada. A conduta mais adequada é a condução imediata ao centro obstétrico para assistência ao parto vaginal.
O atendimento à gestante em trabalho de parto na emergência exige reconhecimento rápido dos sinais de parto iminente para garantir uma assistência segura e adequada. O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo, dividido em fases, e a fase ativa avançada, com dilatação cervical completa e descida fetal, indica que o nascimento está próximo. A avaliação da idade gestacional, vitalidade fetal e progressão do trabalho de parto são cruciais. No caso apresentado, a primigesta com 36 semanas, bolsa rota com líquido claro, dilatação total (10 cm), contrações uterinas fortes e regulares, e feto em apresentação cefálica no plano +1 de De Lee com BCF normal, indica um trabalho de parto em estágio avançado e com boa progressão. A posição occipto-púbica (OP) não é uma contraindicação ao parto vaginal e, muitas vezes, o feto rotaciona espontaneamente. A conduta imediata deve ser a de conduzir a paciente ao centro obstétrico para o parto vaginal. Não há indicação para cesariana de urgência, fórcipe de alívio na sala de emergência ou analgesia peridural e ocitocina, uma vez que o trabalho de parto já está bem estabelecido e progredindo. A prioridade é garantir um ambiente adequado e seguro para o nascimento, com a equipe especializada.
Um parto é considerado iminente quando há dilatação cervical completa (10 cm), apagamento total do colo, presença de contrações uterinas efetivas e apresentação fetal em planos baixos (geralmente +2 ou +3 de De Lee), com a parturiente apresentando desejo de puxar.
Os planos de De Lee indicam a descida da apresentação fetal em relação às espinhas isquiáticas maternas. Essa avaliação é crucial para monitorar a progressão do trabalho de parto e determinar a viabilidade e o tipo de parto.
A posição occipto-púbica pode prolongar o trabalho de parto e aumentar o risco de lacerações, mas não é uma indicação absoluta de cesariana ou fórcipe. Na maioria dos casos, o feto rotaciona espontaneamente. A intervenção é considerada se houver parada de progressão ou sofrimento fetal.
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