SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
VSF, 32 anos, primigesta, idade gestacional de 40 semanas, procurou maternidade por dor tipo contração. Na admissão, apresentava altura de fundo uterino de 38 cm, 3 contrações em 10 minutos de 45 segundos de duração, toque vaginal evidenciando colo centralizado e apagado com 4 cm de dilatação, apresentação cefálica fletida em occipito esquerda anterior, no plano zero de DeLee e bolsa das águas íntegras. Três horas após esta avaliação, o exame de toque vaginal encontrava-se sem alterações. Mãe e concepto apresentavam boa vitalidade. A conduta mais adequada é:
Fase ativa do TP: Reavaliar vitalidade MF a cada 30 min e dilatação a cada 2-3h.
Em uma gestante em trabalho de parto ativo, com boa vitalidade materna e fetal e progressão adequada da dilatação (mesmo que lenta nas primeiras horas da fase ativa), a conduta é o monitoramento contínuo da vitalidade e da evolução do trabalho de parto, com reavaliações periódicas da dilatação.
O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo que culmina no nascimento do bebê. A fase ativa do trabalho de parto é caracterizada por contrações uterinas regulares e eficazes que levam à dilatação progressiva do colo uterino, geralmente a partir de 6 cm de dilatação. O manejo adequado dessa fase é crucial para garantir a segurança da mãe e do feto. A avaliação contínua da vitalidade materna e fetal é primordial, incluindo a monitorização dos batimentos cardíacos fetais e dos sinais vitais maternos. A progressão do trabalho de parto é acompanhada pelo toque vaginal para avaliar a dilatação cervical, o apagamento, a altura da apresentação fetal (planos de DeLee) e a posição. O partograma é uma ferramenta essencial para registrar e visualizar essa evolução. Intervenções como a ruptura artificial de membranas ou a indicação de cesariana devem ser baseadas em critérios claros de distocia ou sofrimento fetal, e não em uma progressão que, embora possa parecer lenta, ainda está dentro dos limites da normalidade para a fase ativa. A paciência e o monitoramento cuidadoso são pilares do manejo do trabalho de parto.
O trabalho de parto ativo é definido pela presença de contrações uterinas regulares e dolorosas, acompanhadas de modificações cervicais progressivas, geralmente a partir de 6 cm de dilatação em primigestas, com apagamento cervical.
No trabalho de parto ativo, a dilatação cervical deve ser reavaliada a cada 2 a 3 horas, ou conforme a necessidade clínica, para monitorar a progressão e identificar possíveis distocias.
A ruptura artificial de membranas (amniotomia) pode ser considerada para acelerar o trabalho de parto em casos de progressão lenta na fase ativa, desde que não haja contraindicações e a apresentação fetal esteja bem encaixada, mas não é uma conduta inicial em um trabalho de parto normal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo