PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Gestante de 29 anos, G6P4(C2)A1, 37 semanas de amenorreia, chega ao pronto atendimento sem cartão de pré-natal, com queixa de dor tipo cólica há 10 horas. Nega sangramento ou perda de líquido via vaginal. Exame ginecológico: dinâmica uterina = 3 contrações fortes em 10 minutos, batimentos cardíacos fetais=150 bpm; movimento fetal presente; altura uterina= 32 cm; toque vaginal= colo dilatado 9,0 cm, cefálico, bolsa integra, plano +2 de De Lee. A conduta é:
Multípara com 9 cm dilatação e plano +2 → parto vaginal com analgesia e monitoramento.
Uma gestante multípara com 37 semanas, em trabalho de parto ativo com dilatação avançada (9 cm) e apresentação fetal em plano +2 de De Lee, indica que o parto vaginal é iminente. A conduta mais adequada é o suporte ao parto vaginal, com analgesia e monitoramento contínuo do bem-estar materno e fetal, incluindo a avaliação do segmento uterino.
O trabalho de parto é um processo fisiológico que culmina no nascimento do bebê. Em gestantes multíparas, o trabalho de parto tende a ser mais rápido e eficiente devido à maior complacência do colo uterino e à menor resistência dos tecidos. A fase ativa do trabalho de parto é caracterizada por dilatação cervical progressiva e contrações uterinas eficazes. A avaliação do trabalho de parto inclui o toque vaginal para determinar a dilatação cervical, o apagamento do colo e a posição e descida da apresentação fetal (planos de De Lee). No caso apresentado, com 9 cm de dilatação e plano +2, a paciente está em fase avançada do trabalho de parto, com o feto bem encaixado na pelve. A presença de batimentos cardíacos fetais normais e movimento fetal indica bem-estar fetal. A conduta mais apropriada é o suporte ao parto vaginal. A analgesia é recomendada para o conforto da parturiente. A avaliação contínua do segmento uterino é importante, especialmente em pacientes com histórico de cesariana (G6P4(C2)A1), para monitorar o risco de ruptura uterina, embora com 9 cm de dilatação e feto em +2, a progressão seja favorável. A cesariana de urgência seria indicada apenas se houvesse uma complicação que impedisse o parto vaginal seguro.
Sinais incluem dilatação cervical progressiva (geralmente > 6 cm), contrações uterinas regulares e intensas, apagamento do colo e descida da apresentação fetal na pelve (planos de De Lee positivos).
A analgesia alivia a dor da parturiente, promovendo conforto e relaxamento, o que pode facilitar a progressão do trabalho de parto e reduzir o estresse materno e fetal.
A avaliação do segmento uterino é crucial para identificar sinais de distocia ou iminência de ruptura uterina, especialmente em multíparas com histórico de cesarianas, garantindo a segurança da mãe e do bebê.
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