HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Gestante, 33 anos, com 38 semanas de gestação, G3Pn2, chega ao centro obstétrico apresentando 3 contrações uterinas fortes e regulares em 10 minutos, há mais de duas horas, com perda de líquido claro com grumos via vaginal. Traz ultrassonografia obstétrica realizada no mesmo dia: útero globoso e proeminente, com feto único, em situação longitudinal e apresentação cefálica, com posição de dorso à esquerda. Os achados mais prováveis ao exame físico são batimentos cardiofetais auscultados à _______________da mãe, toque vaginal com __________________ de dilatação, bolsa rota e fontanela _______________.
Feto em apresentação cefálica, dorso à esquerda → BCF à esquerda, fontanela lambdoide às 3h (se OEA), dilatação >3cm (trabalho de parto ativo).
Com feto em apresentação cefálica e dorso à esquerda, os batimentos cardiofetais (BCF) são melhor auscultados no quadrante inferior esquerdo do abdome materno. A perda de líquido claro com grumos indica bolsa rota. Em trabalho de parto ativo, espera-se dilatação cervical superior a 3 cm. A posição da fontanela lambdoide às 3h indica uma variedade de posição occipitoposterior direita ou occipitoanterior esquerda, dependendo do ponto de referência.
A avaliação da gestante em trabalho de parto é um pilar fundamental da prática obstétrica. Compreender os achados do exame físico e correlacioná-los com a apresentação e posição fetal é crucial para o manejo adequado do parto. O caso descreve uma gestante a termo em trabalho de parto ativo, com contrações regulares e perda de líquido, indicando ruptura das membranas. A ultrassonografia informa que o feto está em situação longitudinal, apresentação cefálica e posição de dorso à esquerda. Com o dorso fetal à esquerda, os batimentos cardiofetais (BCF) serão melhor auscultados no quadrante inferior esquerdo do abdome materno. A perda de líquido claro com grumos confirma a bolsa rota. Em trabalho de parto ativo, a dilatação cervical geralmente é superior a 3 cm, acompanhada de apagamento do colo. No toque vaginal, a identificação das fontanelas é essencial para determinar a variedade de posição fetal. A fontanela lambdoide (posterior) é triangular e menor, enquanto a bregmática (anterior) é losangular e maior. A posição da fontanela lambdoide às 3h, em um feto com dorso à esquerda, sugere uma variedade de posição occipitoposterior direita (OPD) ou occipitoanterior esquerda (OAE), dependendo da referência. O conhecimento desses detalhes anatômicos e fisiológicos é indispensável para residentes em obstetrícia, permitindo uma condução segura e eficaz do parto.
Em um feto com apresentação cefálica e dorso à esquerda, os batimentos cardiofetais são melhor auscultados no quadrante inferior esquerdo do abdome materno, que é o lado onde o dorso fetal está posicionado.
A perda de líquido claro com grumos via vaginal em uma gestante a termo é um forte indicativo de ruptura das membranas amnióticas (bolsa rota), e os grumos são geralmente de vérnix caseoso.
As principais fontanelas são a bregmática (anterior, maior, em losango) e a lambdoide (posterior, menor, em triângulo). No toque vaginal, a identificação e a posição dessas fontanelas em relação à pelve materna auxiliam na determinação da variedade de posição fetal.
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