UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022
Sobre o trabalho de parto: I. Durante a assistência ao primeiro período do trabalho de parto a gestante deve escolher a posição que considerar mais adequada e a ausculta cardíaca fetal deve ser realizada a cada 60 minutos no risco habitual e 30 minutos no alto risco. II. A episiotomia não deve ser realizada de forma rotineira. III. O terceiro período do parto corresponde à primeira hora pós-parto (após o delivramento placentário), onde há maior risco de hemorragia. IV. Uma paciente que apresenta dores em baixo-ventre, associado a contrações uterinas regulares, 3/45s/10min, associado a colo dilatado 6 cm, apagado 80% se encontra na fase ativa do trabalho de parto. V. A perda de sangue estimada no parto vaginal é de cerca de 1.000 ml após a saída da placenta. São CORRETAS as alternativas?
Episiotomia não é rotineira; fase ativa do trabalho de parto inicia com 6 cm de dilatação cervical.
As diretrizes atuais desaconselham a episiotomia de rotina, indicando-a apenas em situações específicas. A fase ativa do trabalho de parto é definida pela dilatação cervical a partir de 6 cm, acompanhada de contrações uterinas regulares e progressivas. A ausculta fetal e a estimativa de perda sanguínea no parto têm parâmetros bem definidos que devem ser conhecidos.
O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo, e a assistência adequada é crucial para a segurança materno-fetal. As diretrizes atuais enfatizam a humanização do parto e a redução de intervenções desnecessárias, como a episiotomia rotineira, que não demonstrou benefícios consistentes e pode aumentar o risco de complicações para a mulher. O conhecimento das fases do trabalho de parto, especialmente a transição da fase latente para a ativa (a partir de 6 cm de dilatação), é fundamental para o manejo clínico. A monitorização fetal durante o trabalho de parto, através da ausculta cardíaca, deve seguir protocolos específicos para risco habitual e alto risco, garantindo a detecção precoce de sofrimento fetal. A compreensão dos períodos do parto, incluindo o terceiro (delivramento placentário) e o quarto (primeira hora pós-parto), é vital para a prevenção e manejo da hemorragia pós-parto, uma das principais causas de morbimortalidade materna. Para residentes, é imperativo dominar os critérios diagnósticos das fases do trabalho de parto, as indicações e contraindicações de procedimentos como a episiotomia, e os valores de referência para perda sanguínea e frequência de ausculta fetal. A prática baseada em evidências e a capacidade de identificar e intervir em complicações são habilidades essenciais para a formação em obstetrícia.
A episiotomia não deve ser realizada de forma rotineira. Suas indicações são restritas a situações específicas, como sofrimento fetal agudo, parto pélvico, distocia de ombro ou necessidade de instrumentação (fórceps/vácuo extrator), para encurtar o período expulsivo e evitar lacerações graves.
A fase ativa do trabalho de parto é caracterizada por contrações uterinas regulares e dolorosas, acompanhadas de dilatação cervical a partir de 6 centímetros. Antes disso, o trabalho de parto é considerado em fase latente.
A perda sanguínea estimada em um parto vaginal é de aproximadamente 500 ml. O período de maior risco de hemorragia pós-parto é o quarto período, que corresponde à primeira hora após o delivramento placentário, devido à atonia uterina e outras complicações.
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