Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Primípara de 16 anos, gestação a termo, admitida na sala de parto às 19h, com 3 cm de dilatação cervical. Suas avaliações foram registradas no partograma abaixo. Diante da evolução desse trabalho de parto, qual a melhor conduta?
Partograma com progressão lenta em primípara → avaliar intervenção ou aguardar, dependendo da fase.
Em uma primípara com dilatação de 3 cm (fase latente), a conduta inicial é aguardar a evolução espontânea do trabalho de parto, monitorando o partograma para identificar distócias.
O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo, e sua monitorização adequada é essencial para identificar desvios da normalidade e intervir quando necessário. O partograma é uma ferramenta gráfica fundamental para acompanhar a evolução do trabalho de parto, registrando a dilatação cervical, descida da apresentação fetal e contrações uterinas. Em primíparas, a fase latente do trabalho de parto pode ser mais longa e a progressão da dilatação cervical mais lenta do que em multíparas. Uma dilatação de 3 cm ainda se encontra na fase latente, onde a conduta expectante e de suporte é geralmente a mais apropriada, desde que não haja sinais de sofrimento fetal ou outras complicações. A intervenção precoce, como a administração de ocitocina, pode aumentar o risco de cesariana e outras complicações. A decisão de intervir deve ser baseada na análise cuidadosa do partograma, considerando a curva de alerta e ação, e na avaliação clínica completa da mãe e do feto. A fase ativa do trabalho de parto, que se inicia a partir de 4-5 cm de dilatação, é o momento em que a progressão deve ser mais rápida e onde a falha de progressão pode justificar a condução com ocitocina ou, em casos refratários, a indicação de parto abdominal.
A fase latente é o período inicial do trabalho de parto, caracterizado por contrações uterinas irregulares e dilatação cervical de até 3-4 cm, podendo durar várias horas.
A ocitocina é indicada para indução ou condução do trabalho de parto quando há falha de progressão na fase ativa, após avaliação de outros fatores e exclusão de desproporção céfalo-pélvica.
A cesariana é indicada em casos de falha de progressão na fase ativa apesar da ocitocina, sofrimento fetal, desproporção céfalo-pélvica confirmada, ou outras complicações maternas/fetais.
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