Manejo do Trabalho de Parto e Interpretação de Partograma

USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente, 36 anos, secundigesta com parto normal há 16 anos, idade gestacional 39 6/7 semanas. Pré-natal sem intercorrências. Encontra-se no centro obstétrico em trabalho de parto espontâneo. Exame clínico: bom estado geral, normotensa, normocárdica, afebril. Exame obstétrico: altura uterina 39 cm. Partograma e cardiotocografia abaixo: Neste momento, qual é a conduta obstétrica?

Alternativas

Pérola Clínica

Partograma alterado + CTG suspeita → Reavaliar progressão e vitalidade fetal imediatamente.

Resumo-Chave

O manejo do trabalho de parto exige vigilância da progressão cervical e do bem-estar fetal. Alterações no partograma guiam intervenções como ocitocina ou via de parto.

Contexto Educacional

A assistência ao parto baseia-se na humanização e na segurança técnica. O partograma é a ferramenta padrão-ouro para monitorar o progresso do trabalho de parto e identificar distocias precocemente. A integração dos achados físicos (dilatação, descida) com a monitorização eletrônica fetal (CTG) permite decisões rápidas sobre a necessidade de correção dinâmica (ocitocina/amniotomia) ou interrupção por via alta em casos de desproporção cefalopélvica ou sofrimento fetal agudo. A altura uterina de 39 cm no termo também alerta para o risco de macrossomia fetal.

Perguntas Frequentes

Quando iniciar o preenchimento do partograma?

O partograma deve ser iniciado na fase ativa do trabalho de parto, geralmente definida por contrações regulares (2-3 em 10 min) e dilatação cervical progressiva, habitualmente a partir de 4-5 cm.

O que caracteriza uma parada secundária da dilatação?

É definida quando a dilatação cervical permanece a mesma em dois exames de toque sucessivos com intervalo de pelo menos 2 horas, estando a paciente em fase ativa do trabalho de parto.

Como interpretar a cardiotocografia no parto?

Avalia-se a linha de base, variabilidade, presença de acelerações e a relação das desacelerações (DIPs) com as contrações uterinas para descartar hipóxia fetal e classificar em categorias I, II ou III.

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