Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2019
Na área em que a equipe de saúde 3 atua, notou-se um alto índice de doenças sexualmente transmissíveis e de gestação na adolescência. Durante reunião de equipe, a enfermeira propôs atividades em grupo para tentar resgatar o respeito ao corpo, as noções de sexualidade e as orientações de métodos contraceptivos. Para essa atividade, ela precisava da ajuda do médico, dos agentes comunitários de saúde e da assistente social, o que configura um trabalho interdisciplinar.Sobre o trabalho em equipe, é INCORRETO afirmar que:
Alta rotatividade de profissionais de saúde é uma grande dificuldade para o trabalho em equipe e continuidade do cuidado.
A rotatividade de profissionais compromete a formação de vínculos, a construção de processos de trabalho coesos e a continuidade do cuidado, elementos essenciais para o sucesso do trabalho em equipe na Atenção Primária à Saúde. A estabilidade da equipe é crucial para a efetividade das ações.
O trabalho em equipe na saúde, especialmente na Atenção Primária, é um pilar fundamental para a integralidade do cuidado. Ele envolve a colaboração de profissionais de diferentes áreas, como médicos, enfermeiros, agentes comunitários e assistentes sociais, que compartilham objetivos comuns para promover a saúde e prevenir doenças na comunidade. A interdisciplinaridade, onde há troca e integração de saberes, é crucial para abordar questões complexas de saúde pública. Apesar de ser um modelo ideal, o trabalho em equipe enfrenta diversas dificuldades na prática. A desarticulação entre as ações curativas, educativas e administrativas, bem como um baixo grau de interação entre os membros da equipe, são obstáculos comuns. Além disso, a alta rotatividade de profissionais é um fator extremamente prejudicial, pois impede a construção de vínculos com a comunidade, a consolidação de processos de trabalho e a continuidade do cuidado, elementos essenciais para a efetividade das intervenções em saúde. A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), desde sua implantação com o Programa de Saúde da Família (PSF), preconiza e reforça a importância do trabalho em equipe. Compreender esses desafios e a relevância da estabilidade da equipe é vital para residentes que atuarão na atenção primária, visando aprimorar a gestão e a qualidade dos serviços prestados à população.
Os principais desafios incluem a desarticulação de ações, baixo grau de interação entre profissionais, falta de comunicação efetiva e a alta rotatividade da equipe, que impede a consolidação de processos.
A rotatividade prejudica a formação de vínculos com a comunidade, a construção de um histórico de cuidado e a coesão interna da equipe, impactando a qualidade e a continuidade das ações de saúde.
A interdisciplinaridade permite uma abordagem integral do paciente e da comunidade, combinando diferentes saberes para resolver problemas complexos de saúde, como DSTs e gestação na adolescência, de forma mais eficaz.
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