FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2019
Sobre o trabalho em equipe na atenção básica, é INCORRETO afirmar que o médico deve:
Trabalho em equipe na APS: Liderança médica envolve colaboração e consenso, não imposição de decisões.
Na atenção básica, o trabalho em equipe é fundamental. O médico, mesmo sendo um líder técnico, deve buscar o consenso e a colaboração, e não simplesmente impor sua decisão em caso de discordância, pois isso mina a autonomia e a participação dos outros membros da equipe.
O trabalho em equipe na Atenção Primária à Saúde (APS) é um pilar fundamental para a integralidade e resolutividade do cuidado. A complexidade das necessidades de saúde da população exige uma abordagem multiprofissional, onde cada membro da equipe (médicos, enfermeiros, agentes comunitários, etc.) contribui com sua expertise. A colaboração, a comunicação efetiva e o respeito às diferentes competências são essenciais para o sucesso da equipe e a qualidade da assistência prestada. O médico, muitas vezes, assume um papel de liderança técnica dentro da equipe, dada sua formação e responsabilidades clínicas. No entanto, essa liderança deve ser exercida de forma colaborativa e horizontal, e não hierárquica. Isso significa que o médico deve incentivar a participação de todos, valorizar as opiniões e conhecimentos dos outros profissionais e buscar o consenso nas tomadas de decisão, especialmente em casos complexos ou em situações de discordância. A gestão de conflitos é uma habilidade crucial para o médico líder. Conflitos são inerentes às relações humanas e podem ser construtivos se bem gerenciados. O médico deve entender que discordâncias representam diferentes perspectivas e oportunidades de aprendizado. Em vez de impor sua visão, ele deve mediar, facilitar o diálogo e buscar soluções que integrem as contribuições de todos, visando sempre o melhor para o paciente e para o funcionamento da equipe.
O trabalho em equipe na APS é crucial para uma abordagem integral e longitudinal do paciente, permitindo a troca de conhecimentos entre diferentes profissionais e a construção de planos de cuidado mais completos e eficazes.
O médico deve atuar como um facilitador, reconhecendo que conflitos surgem de diferentes pontos de vista. Ele deve promover o diálogo, a escuta ativa e a busca por concessões, visando o bem-estar do grupo e a qualidade do cuidado.
A liderança técnica se baseia no conhecimento e experiência para guiar discussões e decisões, enquanto a liderança impositiva se baseia na autoridade hierárquica para ditar as ações. Na atenção básica, a liderança técnica deve ser exercida de forma colaborativa e não autoritária.
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