Toxoplasmose Ocular Congênita: Manifestações e Evolução

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010

Enunciado

Com relação à toxoplasmose ocular congênita, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) A manifestação ocular mais frequente é o microftalmo
  2. B) O acometimento retinocoroidiano tende a ser bilateral e periférico
  3. C) Geralmente a inflamação retiniana apresenta evolução autolimitada, podendo estar curada ao nascimento
  4. D) A doença é mais grave quando adquirida no último trimestre de gestação

Pérola Clínica

Toxoplasmose Congênita: Retinocoroidite bilateral e macular é o achado clássico (muitas vezes já cicatrizada ao nascimento).

Resumo-Chave

A infecção fetal precoce é mais grave, mas a transmissão é mais comum no 3º trimestre. Muitas lesões oculares são autolimitadas e detectadas como cicatrizes inativas ao nascimento.

Contexto Educacional

A toxoplasmose ocular é a principal causa de uveíte posterior no Brasil. Na forma congênita, decorre da infecção primária da gestante pelo Toxoplasma gondii. O parasita tem tropismo pela retina neural. O rastreio neonatal é fundamental, pois crianças com cicatrizes inativas podem apresentar reativações futuras. O tratamento clássico com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico é indicado em lesões ativas ou ameaçadoras à visão para reduzir a carga parasitária e o dano tecidual.

Perguntas Frequentes

Qual a lesão ocular mais comum na toxoplasmose congênita?

A retinocoroidite é a manifestação mais frequente, ocorrendo em cerca de 75-80% dos casos. Ela tem predileção pelo polo posterior e frequentemente envolve a mácula, o que resulta em perda severa e irreversível da visão central se não tratada.

A inflamação ocular pode estar curada ao nascimento?

Sim. Frequentemente, a fase ativa da retinocoroidite ocorre 'in utero'. Como a inflamação tende a ser autolimitada, o recém-nascido pode apresentar apenas cicatrizes coriorretinianas pigmentadas e atróficas no momento do primeiro exame de fundo de olho.

Como o trimestre da gestação afeta a gravidade da doença?

Existe uma relação inversa entre taxa de transmissão e gravidade. No 1º trimestre, a barreira placentária é mais eficiente (baixa transmissão), mas se ocorrer, os danos são graves. No 3º trimestre, a transmissão é muito alta, mas a doença costuma ser mais leve ou subclínica ao nascimento.

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