Toxoplasmose Ocular: Epidemiologia e Diagnóstico Clínico

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2014

Enunciado

A doença com imagens representadas abaixo é encontrada mais frequentemente em:

Alternativas

  1. A) Crianças e adultos jovens
  2. B) Idosos que ingeriram carne crua na infância
  3. C) Mulheres com úlceras orais
  4. D) Homens que tiveram contato com fezes de pombos

Pérola Clínica

Toxoplasmose ocular = causa mais comum de uveíte posterior em jovens no Brasil.

Resumo-Chave

A retinocoroidite por toxoplasmose é frequentemente diagnosticada em crianças e adultos jovens, apresentando-se como focos de retinite ativa adjacentes a cicatrizes antigas.

Contexto Educacional

A toxoplasmose é uma zoonose causada pelo protozoário intracelular Toxoplasma gondii. No Brasil, a prevalência da forma ocular é significativamente alta, sendo a principal causa de uveíte posterior. A lesão típica é uma retinite necrosante que envolve todas as camadas da retina e frequentemente a coroide subjacente. O tratamento medicamentoso (geralmente pirimetamina, sulfadiazina e corticoides) é indicado quando há risco de perda visual permanente, como em lesões localizadas no polo posterior (mácula ou feixe papilomacular), lesões próximas ao disco óptico ou quando há uma reação inflamatória vítrea muito intensa.

Perguntas Frequentes

Qual a apresentação clássica da toxoplasmose ocular?

A apresentação clássica é uma retinite necrosante focal, descrita como uma lesão esbranquiçada e elevada com bordas mal definidas (aspecto de 'farol na neblina' devido à vitrite sobrejacente), frequentemente adjacente a uma cicatriz coriorretiniana pigmentada antiga.

Qual a faixa etária mais acometida pela toxoplasmose ocular?

Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais frequentemente diagnosticada em crianças e adultos jovens. Isso ocorre tanto por reativações de infecções congênitas quanto por infecções adquiridas por ingestão de oocistos (água/alimentos contaminados) ou cistos (carne crua/mal cozida).

Como é feito o diagnóstico da toxoplasmose ocular?

O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado nos achados de fundoscopia. Exames sorológicos (IgG positivo) confirmam que o paciente já teve contato com o parasita, mas não confirmam a atividade ocular por si só. O teste de anticorpos no humor aquoso (Coeficiente de Goldmann-Witmer) ou PCR podem ser usados em casos atípicos.

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