CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2011
Este quadro fundoscópico sugere qual dos diagnósticos abaixo?
Lesão satélite ativa adjacente a cicatriz coriorretiniana → Toxoplasmose ocular.
A toxoplasmose ocular manifesta-se classicamente como uma retinocoroidite exsudativa, frequentemente apresentando recidivas (lesões ativas) nas bordas de cicatrizes antigas.
A toxoplasmose ocular, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, é a principal causa de uveíte posterior infecciosa em indivíduos imunocompetentes. A infecção pode ser congênita ou adquirida. O diagnóstico é essencialmente clínico através da fundoscopia. A presença de uma cicatriz coriorretiniana prévia é um forte indício de infecção recorrente. O comprometimento visual depende da localização da lesão; focos na mácula ou no feixe papilomacular têm pior prognóstico visual. O tratamento visa interromper a replicação do parasita e limitar a destruição tecidual inflamatória.
A lesão ativa é uma área de retinite essudativa, de cor esbranquiçada ou amarelada, com bordas mal definidas. Quando há inflamação vítrea intensa sobrejacente, cria-se o aspecto de 'farol na neblina'. É muito característico que essa lesão surja adjacente a uma cicatriz pigmentada de um episódio anterior (lesão satélite).
O tratamento clássico envolve a 'tríade' de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, associada a corticoides sistêmicos (iniciados após 24-48h de antibióticos) para reduzir a resposta inflamatória e o dano tecidual, especialmente se houver ameaça à mácula ou ao nervo óptico.
A estrela macular refere-se ao acúmulo de exsudatos duros (lipídeos) dispostos radialmente nas fibras de Henle da retina macular. Ela ocorre devido ao aumento da permeabilidade vascular decorrente da inflamação intensa, seja na própria retina ou no disco óptico (neurorretinite).
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