CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022
As alternativas abaixo referem-se a possíveis apresentações de uveíte por toxoplasmose. Assinale a alternativa em que a antibioticoterapia associada a corticoterapia via oral estaria melhor indicada, neste momento.
Toxoplasmose ocular → Tratar se lesão em polo posterior, ameaça à visão ou vítreo muito turvo.
O tratamento sistêmico da toxoplasmose ocular é indicado quando há risco funcional, como lesões na mácula, feixe papilomacular ou adjacentes ao nervo óptico.
A toxoplasmose é a causa mais comum de uveíte posterior no Brasil. A decisão terapêutica baseia-se na localização da retinocoroidite. Lesões ativas apresentam-se como focos esbranquiçados com bordos mal definidos ('farol na neblina' devido à vitreíte). Lesões em polo posterior (como sugerido na alternativa D) exigem tratamento imediato para preservar a acuidade visual central. Em contrapartida, lesões pequenas e periféricas em pacientes saudáveis podem ser apenas observadas, pois a doença é frequentemente autolimitada.
As indicações incluem: lesões que ameaçam a visão (mácula, feixe papilomacular, nervo óptico), lesões grandes (>2 diâmetros de disco), vitreíte intensa que impede a visualização do fundo ou pacientes imunossuprimidos.
O corticoide oral é usado para reduzir a resposta inflamatória e o dano tecidual retiniano causado pela reação imune ao parasita. Ele deve ser iniciado sempre após o início da cobertura antibiótica (geralmente 24-48h depois).
O 'esquema tríplice' ou 'quádruplo' envolve Pirimetamina, Sulfadiazina, Ácido Folínico (para prevenir toxicidade medular) e Prednisona. Alternativamente, pode-se usar Clindamicina ou Sulfametoxazol-Trimetoprima.
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