Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
G2P0A1, IG: 11 semanas (DUM) e 10 semanas e 5 dias (US), comparece a consulta pré natal de rotina trazendo resultados exames solicitados em última consulta pré natal. Na sorologia para Toxoplasmose, observa-se IgM reagente e IgG não reagente. Diante de tal situação, a conduta correta é:
Toxoplasmose gestacional: IgM+ IgG- em gestante → repetir sorologia 3-4 semanas + iniciar Espiramicina.
A presença de IgM reagente e IgG não reagente em gestante sugere infecção aguda recente. A conduta inicial é repetir a sorologia para confirmar a soroconversão e iniciar espiramicina imediatamente para reduzir o risco de transmissão vertical, enquanto se aguarda o resultado confirmatório.
A toxoplasmose é uma infecção parasitária causada pelo Toxoplasma gondii, de grande importância na gestação devido ao risco de transmissão vertical e suas graves consequências para o feto. O rastreamento sorológico é parte essencial do pré-natal, visando identificar gestantes suscetíveis ou com infecção aguda. A interpretação correta dos resultados sorológicos é crucial para a conduta adequada. Quando uma gestante apresenta IgM reagente e IgG não reagente, há uma forte suspeita de infecção aguda recente. Nesses casos, a conduta inicial é repetir a sorologia em 3 a 4 semanas para confirmar a soroconversão e, simultaneamente, iniciar o tratamento com espiramicina. Este antibiótico atua reduzindo a parasitemia materna e, consequentemente, o risco de transmissão do parasita para o feto. O manejo da toxoplasmose na gravidez exige agilidade e precisão. A espiramicina deve ser iniciada prontamente, mesmo antes da confirmação definitiva da infecção aguda, para maximizar a proteção fetal. Em caso de confirmação de infecção fetal, o esquema terapêutico pode ser alterado para pirimetamina e sulfadiazina, com ácido folínico, visando tratar o feto.
A toxoplasmose congênita pode causar aborto, prematuridade, hidrocefalia, calcificações intracranianas, coriorretinite e deficiência neurológica grave no feto e recém-nascido.
A espiramicina é utilizada para reduzir o risco de transmissão vertical do parasita da mãe para o feto, especialmente antes da confirmação da infecção fetal.
A infecção aguda é confirmada pela soroconversão (IgG negativo para positivo) ou pela detecção de IgM reagente com IgG não reagente e alta avidez de IgG em amostra posterior.
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