Toxoplasmose na Gravidez: Conduta com IgM e IgG Positivas

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

Gestante de 11 semanas de gestação, pela ultrassonografia de 8 semanas, vem à consulta de rotina de pré-natal com o resultado dos exames solicitados. O resultado do exame de sorologias para toxoplasmose IgM e IgG, ambas positivas. Nesse caso, qual a conduta mais apropriada?

Alternativas

  1. A) Como paciente é toxoplasmose-imune, manter apenas seguimento.
  2. B) Solicitar amniocentese.
  3. C) Solicitar teste de avidez para IgG.
  4. D) Iniciar sulfadiazina+pirimetamina.

Pérola Clínica

Gestante, IgM e IgG positivas → Solicitar teste de avidez para IgG para datar a infecção e definir conduta.

Resumo-Chave

Em gestantes com sorologia IgM e IgG positivas para toxoplasmose, o teste de avidez para IgG é crucial para determinar se a infecção é recente (baixa avidez) ou antiga (alta avidez). Essa datação é fundamental para avaliar o risco de transmissão congênita e guiar a conduta terapêutica, evitando tratamentos desnecessários ou tardios.

Contexto Educacional

A toxoplasmose na gravidez é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão vertical e suas potenciais consequências graves para o feto, como toxoplasmose congênita. O diagnóstico precoce e a conduta adequada são essenciais para minimizar esses riscos. A sorologia para toxoplasmose, que inclui a pesquisa de anticorpos IgM e IgG, é parte integrante do pré-natal. Quando uma gestante apresenta resultados de IgM e IgG ambos positivos, a interpretação é crucial. IgM positivo pode indicar infecção recente, mas também pode persistir por meses ou anos após a infecção. IgG positivo indica contato prévio com o parasita. Nesses casos, a conduta mais apropriada é solicitar o teste de avidez para IgG. Este teste avalia a força da ligação do anticorpo IgG ao antígeno do Toxoplasma gondii. Uma alta avidez sugere que a infecção é antiga (adquirida há mais de 12-16 semanas), indicando baixo risco de transmissão congênita ativa. Uma baixa avidez, por outro lado, sugere uma infecção recente, aumentando a preocupação com a transmissão vertical. Com base no resultado do teste de avidez, a conduta terapêutica e o seguimento são definidos. Se a avidez for alta, a gestante é considerada imune e o risco fetal é mínimo, mantendo-se apenas o seguimento de rotina. Se a avidez for baixa, indicando infecção recente, a gestante deve ser tratada com espiramicina para reduzir o risco de transmissão vertical, e a investigação da infecção fetal (por amniocentese) pode ser considerada. O tratamento com sulfadiazina e pirimetamina é reservado para casos de infecção fetal confirmada. O prognóstico depende da idade gestacional no momento da infecção e da prontidão do tratamento.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do teste de avidez para IgG na toxoplasmose gestacional?

O teste de avidez para IgG é fundamental para datar a infecção por Toxoplasma gondii. Uma alta avidez sugere infecção adquirida há mais de 12-16 semanas, indicando que a infecção ocorreu antes ou no início da gestação, com menor risco de transmissão vertical ativa. Baixa avidez sugere infecção recente, com maior risco.

Quando a amniocentese é indicada na toxoplasmose gestacional?

A amniocentese para pesquisa de DNA de Toxoplasma gondii no líquido amniótico é indicada quando há suspeita de infecção fetal, geralmente após uma infecção materna aguda confirmada (IgM positivo e baixa avidez de IgG) e após a 16ª semana de gestação, para confirmar a transmissão vertical.

Qual o tratamento inicial para toxoplasmose aguda confirmada na gravidez?

Se a infecção materna aguda for confirmada e não houver evidência de infecção fetal, o tratamento inicial é com espiramicina para reduzir o risco de transmissão vertical. Se a infecção fetal for confirmada, o tratamento muda para sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico, para tratar o feto.

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