UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Mulher G2P1, 10 semanas de idade gestacional, comparece à consulta de pré-natal trazendo um resultado de exames laboratoriais que evidenciou IgG e IgM positivos para toxoplasmose, em títulos baixos. O próximo passo é
IgG e IgM positivos para toxoplasmose na gestação → Teste de avidez de IgG para datar a infecção.
A presença de IgG e IgM positivos para toxoplasmose em gestantes pode indicar infecção aguda recente ou infecção preexistente com IgM persistente. O teste de avidez de IgG é crucial para diferenciar, pois uma alta avidez (>60%) sugere infecção há mais de 12-16 semanas, tornando a infecção aguda na gestação atual improvável.
A toxoplasmose é uma infecção parasitária que, quando adquirida durante a gestação, pode levar à toxoplasmose congênita, com sérias consequências para o feto. O diagnóstico da infecção materna é complexo e baseia-se na sorologia. A presença de anticorpos IgG e IgM positivos em títulos baixos em uma gestante de 10 semanas é um cenário comum que exige investigação cuidadosa. Nesse contexto, o teste de avidez de IgG é o próximo passo crucial. Ele permite diferenciar uma infecção aguda recente (baixa avidez) de uma infecção preexistente (alta avidez) com IgM persistente. Uma alta avidez (>60%) praticamente exclui uma infecção adquirida nos últimos 3-4 meses, tranquilizando a gestante e evitando tratamentos e procedimentos invasivos desnecessários. Se a avidez for baixa, ou se o resultado for inconclusivo, outras investigações e acompanhamento mais rigoroso são necessários. A amniocentese para pesquisa de DNA do Toxoplasma gondii no líquido amniótico é um procedimento invasivo que só deve ser considerado após a confirmação de uma infecção materna recente, geralmente após 16 semanas de gestação, e não como primeira conduta. O tratamento com esquema tríplice (pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico) é reservado para casos confirmados de infecção fetal ou materna recente com alto risco de transmissão, e não deve ser iniciado empiricamente sem a datação da infecção.
Significa que a gestante teve contato com o parasita. Pode ser uma infecção aguda recente ou uma infecção antiga com persistência de IgM.
O teste de avidez de IgG ajuda a datar a infecção. Alta avidez indica infecção antiga (mais de 12-16 semanas), enquanto baixa avidez sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses).
O tratamento é iniciado quando há confirmação ou forte suspeita de infecção aguda materna, geralmente após a avaliação do teste de avidez e, se necessário, exames complementares como PCR no líquido amniótico.
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