Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2020
Gestante de 6 semanas traz resultado de sorologia para toxoplasmose com IgM positiva e IgG positiva, com teste de avidez de IgG de 80%. É correto afirmar que?
IgM+ IgG+ com avidez IgG alta (>60%) em gestante = infecção pré-gestacional, baixo risco congênito.
Em gestantes, IgM positiva e IgG positiva com alta avidez de IgG (geralmente >60%) indica que a infecção por Toxoplasma gondii ocorreu há mais de 4 meses, ou seja, antes da gestação, diminuindo significativamente o risco de toxoplasmose congênita.
A toxoplasmose é uma infecção parasitária causada pelo Toxoplasma gondii que, quando adquirida durante a gestação, pode ter consequências graves para o feto. O diagnóstico sorológico é complexo e a correta interpretação dos resultados de IgM, IgG e, principalmente, do teste de avidez de IgG, é fundamental para o manejo da gestante e a prevenção da toxoplasmose congênita. A presença de IgM positiva e IgG positiva na gestante pode indicar tanto uma infecção recente quanto uma infecção antiga com persistência de IgM. O teste de avidez de IgG é a ferramenta mais importante para diferenciar esses cenários. Uma alta avidez de IgG (geralmente acima de 60%) significa que os anticorpos IgG estão fortemente ligados ao parasita, indicando uma infecção adquirida há mais de 4 meses, ou seja, antes da gestação. Nesses casos de alta avidez, o risco de transmissão congênita é mínimo, e a gestante pode ser tranquilizada. Se a avidez for baixa, a infecção é considerada recente, e medidas diagnósticas adicionais (como amniocentese) e tratamento devem ser instituídos para proteger o feto. A compreensão desses marcadores é vital para a prática obstétrica.
O teste de avidez de IgG é crucial para datar a infecção. Uma alta avidez (>60%) em gestantes com IgM e IgG positivas indica que a infecção ocorreu há mais de 4 meses, ou seja, antes da gestação, tranquilizando sobre o risco congênito.
IgM positiva e IgG positiva com baixa avidez de IgG sugere uma infecção recente (menos de 4 meses), o que aumenta o risco de toxoplasmose congênita e requer investigação e tratamento imediatos.
A toxoplasmose congênita pode causar aborto espontâneo, prematuridade, hidrocefalia, calcificações intracranianas, coriorretinite, microcefalia, retardo psicomotor e surdez, com gravidade variável dependendo do trimestre da infecção.
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