CRER - Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (GO) — Prova 2015
Primigesta, no 1° trimestre de gestação, apresenta sorologia para Toxoplasmose IgG e IgM positivos. A conduta imediata é:
Toxoplasmose gestacional IgG+ IgM+ no 1º trimestre → Teste de avidez de IgG para datar infecção.
Em gestantes com sorologia IgG e IgM positivos para toxoplasmose no primeiro trimestre, o teste de avidez de IgG é crucial para diferenciar infecção recente (baixa avidez) de infecção pregressa (alta avidez), guiando a conduta e evitando tratamentos desnecessários.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, que pode ser transmitida verticalmente da mãe para o feto, resultando em toxoplasmose congênita com potenciais sequelas graves. O rastreamento sorológico pré-natal é fundamental para identificar gestantes em risco e intervir precocemente. O diagnóstico da toxoplasmose na gestação é complexo, especialmente quando IgG e IgM são positivos no primeiro trimestre. Nesses casos, o teste de avidez de IgG é a ferramenta diagnóstica chave. Uma alta avidez de IgG indica uma infecção ocorrida há mais de 3-4 meses, geralmente antes da gestação, e não requer tratamento específico para a mãe. Já uma baixa avidez sugere infecção recente, com maior risco de transmissão fetal, exigindo acompanhamento e tratamento. A conduta terapêutica depende do momento da infecção e da confirmação da infecção fetal. A espiramicina é usada para reduzir o risco de transmissão vertical em infecções maternas agudas. Se a infecção fetal for confirmada por amniocentese, um regime com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico é empregado para tratar o feto e reduzir a gravidade das sequelas.
A toxoplasmose congênita pode causar hidrocefalia, calcificações intracranianas, coriorretinite e hepatoesplenomegalia, embora muitos casos sejam assintomáticos ao nascimento.
O teste de avidez de IgG ajuda a determinar se a infecção por toxoplasmose é recente (baixa avidez, infecção nos últimos 3-4 meses) ou antiga (alta avidez), o que é crucial para decidir a conduta na gestante.
Se a infecção aguda for confirmada, o tratamento com espiramicina é indicado para reduzir o risco de transmissão vertical. Em caso de infecção fetal confirmada, pode-se usar pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.
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