INGOH - Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia (GO) — Prova 2015
Paciente com 14 semanas de gestação, apresenta os seguintes resultados de exames: Toxoplasmose IgG positivo IgM positivo, Rubéola IgG positivo IgM negativo, HbsAg negativo Anti HCV negativo e urocultura negativa. Qual a melhor conduta neste caso:
Toxoplasmose IgG+ IgM+ na gestação → realizar teste de avidez de IgG para datar infecção.
A presença de IgG e IgM positivos para toxoplasmose na gestação indica infecção, mas não diferencia infecção aguda recente de infecção crônica reativada ou infecção aguda antiga. O teste de avidez de IgG é crucial para determinar o tempo da infecção e o risco de transmissão congênita.
A toxoplasmose na gravidez é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão congênita e suas graves consequências para o feto. O rastreamento pré-natal inclui a pesquisa de anticorpos IgG e IgM para Toxoplasma gondii. A interpretação desses resultados é fundamental para a conduta. Quando uma gestante apresenta IgG e IgM positivos, é essencial determinar se a infecção é recente (aguda) ou antiga. O teste de avidez de IgG é a ferramenta diagnóstica chave para essa diferenciação. Uma baixa avidez de IgG sugere infecção recente (adquirida nos últimos 3-4 meses), enquanto uma alta avidez indica infecção antiga, geralmente anterior à gestação, com menor risco de transmissão vertical. A idade gestacional no momento da infecção é um fator determinante na gravidade da doença congênita. A conduta diante de uma infecção aguda confirmada ou suspeita envolve o tratamento materno com espiramicina para reduzir o risco de transmissão e, se houver evidência de infecção fetal (por amniocentese), tratamento com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. O acompanhamento ultrassonográfico detalhado é importante para identificar sinais de infecção fetal. A profilaxia e aconselhamento sobre higiene alimentar são essenciais para gestantes soronegativas.
O teste de avidez de IgG é crucial para diferenciar uma infecção aguda recente (baixa avidez) de uma infecção crônica ou antiga (alta avidez) quando IgG e IgM são positivos, auxiliando na datação da infecção e avaliação do risco fetal.
Se a avidez de IgG for alta, indica uma infecção adquirida há mais de 3-4 meses, geralmente antes da gestação, com baixo risco de transmissão congênita. Nesses casos, a conduta é tranquilizar a paciente e monitorar.
A toxoplasmose congênita pode causar coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas, microcefalia, convulsões e retardo psicomotor, com gravidade variável dependendo do trimestre da infecção materna.
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