INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Paciente, 20 semanas de gestação, comparece à consulta de pré-natal, com exame de sorologia para toxoplasmose (Elisa): IgM positiva e IgG negativa. Quanto ao caso citado, deve-se
Gestante IgM+ IgG- para Toxoplasmose → Infecção aguda recente = Repetir sorologia + Teste de avidez + Iniciar espiramicina.
Em gestantes com sorologia para toxoplasmose apresentando IgM positivo e IgG negativo, a principal suspeita é de infecção aguda recente, embora possa ser um falso positivo ou IgM residual. A conduta inicial é repetir a sorologia e solicitar o teste de avidez de IgG para confirmar a data da infecção, enquanto se inicia espiramicina para reduzir o risco de transmissão vertical ao feto.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão vertical e suas consequências para o feto, incluindo aborto, prematuridade e toxoplasmose congênita. A interpretação correta da sorologia é crucial para o manejo. Um resultado de IgM positivo e IgG negativo levanta a suspeita de infecção aguda recente, mas exige confirmação, pois o IgM pode persistir por meses ou anos, ou ser um falso positivo. Nesses casos, a conduta inicial é repetir a sorologia em 14 dias para verificar a soroconversão do IgG e solicitar o teste de avidez de IgG. O teste de avidez é fundamental para datar a infecção: baixa avidez sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses), enquanto alta avidez indica infecção antiga (mais de 4 meses). Enquanto se aguardam esses resultados, a espiramicina deve ser iniciada para reduzir o risco de transmissão vertical, sem tratar a infecção fetal já estabelecida. O tratamento tríplice (sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico) é reservado para casos de infecção fetal confirmada ou infecção materna após 16 semanas com risco fetal.
Essa combinação sugere uma infecção aguda recente por Toxoplasma gondii, mas também pode indicar um falso positivo para IgM ou IgM residual de uma infecção mais antiga.
O teste de avidez de IgG ajuda a datar a infecção. Uma alta avidez de IgG (>60%) em gestantes com IgM positivo e IgG positivo indica infecção antiga (mais de 4 meses), enquanto baixa avidez sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses).
A espiramicina deve ser iniciada prontamente em gestantes com suspeita ou confirmação de infecção aguda para reduzir o risco de transmissão vertical do parasita para o feto, sem tratar a infecção fetal já estabelecida.
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