HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Gestante de 10 semanas vincula no Pré-Natal do programa Mãe Curitibana e duas semanas depois faz exames de primeiro trimestre. Ela falta na consulta agendada e retorna com 17 semanas de gestação, apresentando exame de toxoplasmose IgM e IgG reagentes e avidez para IgG forte. Assinale a correta de acordo com o protocolo Mãe Curitibana 2024:
Gestante com IgM e IgG reagentes + avidez IgG forte → infecção prévia à gestação, sem risco de toxoplasmose congênita.
Em gestantes, a presença de IgM e IgG reagentes com avidez de IgG forte indica que a infecção por Toxoplasma gondii ocorreu há mais de 12-16 semanas (ou antes da gestação). Nesses casos, o risco de transmissão congênita é mínimo ou inexistente, e a gestante pode seguir o pré-natal de risco habitual.
A toxoplasmose é uma infecção parasitária que, quando adquirida durante a gestação, pode ter graves consequências para o feto, incluindo aborto, malformações e sequelas neurológicas. O diagnóstico precoce e a correta interpretação dos exames sorológicos são fundamentais para o manejo adequado e para evitar tratamentos desnecessários ou tardios. A interpretação dos exames sorológicos para toxoplasmose em gestantes envolve a análise de IgM e IgG. IgM reagente pode indicar infecção recente, mas pode persistir por meses. IgG reagente indica contato prévio com o parasita. O teste de avidez de IgG é o diferencial: avidez baixa sugere infecção recente (menos de 12-16 semanas), enquanto avidez forte indica infecção antiga (mais de 12-16 semanas ou pré-gestacional). No caso de IgM e IgG reagentes com avidez de IgG forte, a infecção é considerada antiga e não representa risco de transmissão congênita durante a gestação atual. Portanto, a gestante pode seguir o pré-natal de risco habitual. O tratamento é indicado apenas para infecções agudas adquiridas durante a gestação, com o objetivo de reduzir a transmissão materno-fetal e as sequelas no feto.
O teste de avidez de IgG é crucial para datar a infecção. Avidez forte indica infecção adquirida há mais de 12-16 semanas, geralmente antes da gestação, minimizando o risco de transmissão congênita.
Uma gestante é considerada de alto risco se a infecção for aguda (IgM reagente, IgG reagente ou não, avidez IgG baixa) e adquirida durante a gestação, especialmente no primeiro e segundo trimestres.
Nesses casos, a infecção é considerada antiga, prévia à gestação. A gestante deve continuar o pré-natal de risco habitual, sem necessidade de tratamento específico para toxoplasmose, pois o risco fetal é mínimo.
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