Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Gestante na 8ª semana, apresentando lgG positivo para toxoplasmose e lgM positivo em títulos baixos. O procedimento correto é:
Toxoplasmose gestacional: IgM+ IgG+ (títulos baixos) na 8ª semana → Teste de avidez IgG para diferenciar infecção aguda/crônica.
Em gestante com IgM e IgG positivos para toxoplasmose, especialmente com títulos baixos de IgM no início da gestação, a conduta inicial correta é solicitar o teste de avidez de IgG. Este teste ajuda a diferenciar uma infecção aguda recente (baixa avidez) de uma infecção crônica (alta avidez), o que é crucial para determinar o risco de transmissão fetal e a necessidade de tratamento.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão vertical e suas potenciais consequências graves para o feto, incluindo aborto, prematuridade e malformações congênitas. O diagnóstico preciso da infecção materna e a datação da infecção são cruciais para o manejo adequado e a prevenção da toxoplasmose congênita. Quando uma gestante apresenta IgM positivo e IgG positivo, a interpretação inicial pode ser desafiadora, pois o IgM pode persistir por meses após uma infecção aguda. Nesses casos, especialmente no início da gestação e com títulos baixos de IgM, o teste de avidez de IgG é o próximo passo fundamental. Uma baixa avidez de IgG indica uma infecção recente (geralmente nos últimos 3-4 meses), aumentando a preocupação com a transmissão fetal. Uma alta avidez de IgG, por outro lado, sugere uma infecção crônica, adquirida antes da gestação, com risco mínimo de transmissão. Para residentes, é imperativo dominar a interpretação da sorologia para toxoplasmose e a indicação do teste de avidez de IgG. A conduta correta, que pode variar desde o acompanhamento até o início do tratamento com espiramicina e, em casos específicos, a realização de amniocentese, depende diretamente dessa interpretação. O objetivo é minimizar os riscos para o feto, evitando intervenções desnecessárias e garantindo o tratamento oportuno quando indicado.
O teste de avidez de IgG é crucial para datar a infecção. Uma baixa avidez sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses), indicando maior risco de transmissão fetal. Alta avidez, por outro lado, sugere infecção crônica (anterior à gestação), com risco mínimo de transmissão.
A suspeita de toxoplasmose aguda em gestantes ocorre quando há soroconversão (IgG negativo para positivo) ou quando IgM e IgG são positivos, especialmente se o IgM estiver em títulos elevados ou se o teste de avidez de IgG for baixo.
Após a confirmação de infecção aguda (IgM+ e IgG+ com baixa avidez), o tratamento com espiramicina deve ser iniciado para reduzir o risco de transmissão vertical. A amniocentese pode ser considerada após 18 semanas para pesquisa de DNA do parasita no líquido amniótico, a fim de confirmar a infecção fetal.
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