HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2024
Gestante, G3P2A0, IG: 12 semanas, hígida, comparece à consulta com sorologias de IgM positivo e IgG positivo (com avidez forte) para toxoplasmose. Na última gravidez, há um ano, apresentou quadro de toxoplasmose documentado no último trimestre, sem sequelas importantes para seu filho. Nega morbidades ou alergias. Considerando o quadro da gestante nesse momento, a melhor conduta é
Toxoplasmose: IgM+ IgG+ avidez forte → infecção antiga, sem risco de transmissão congênita na gravidez atual. Não tratar.
Em gestantes, IgM positivo e IgG positivo com avidez forte para toxoplasmose indica uma infecção adquirida há mais de 4 meses (infecção antiga). Nesses casos, o risco de transmissão congênita é praticamente nulo, e não há necessidade de tratamento com espiramicina ou esquema tríplice na gravidez atual.
A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, e sua aquisição durante a gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de toxoplasmose congênita, que pode causar sequelas graves ao feto. O diagnóstico sorológico é fundamental no pré-natal, envolvendo a pesquisa de anticorpos IgM e IgG. A interpretação correta desses resultados, especialmente em relação à avidez de IgG, é crucial para definir a conduta. Quando uma gestante apresenta IgM positivo e IgG positivo, é necessário determinar se a infecção é recente ou antiga. A avidez de IgG é um marcador importante para isso: uma avidez forte indica que a infecção ocorreu há mais de 4 meses, ou seja, é uma infecção antiga. Nesses casos, a gestante já possui imunidade estabelecida antes da gravidez atual, e o risco de transmissão vertical para o feto é praticamente nulo. A história de toxoplasmose documentada na gravidez anterior também reforça a cronicidade da infecção. Diante de uma sorologia de IgM positivo e IgG positivo com avidez forte, a conduta correta é tranquilizar a gestante e manter o pré-natal de rotina na UBS, sem a necessidade de iniciar qualquer medicação (espiramicina ou esquema tríplice). O tratamento é reservado para casos de infecção materna aguda recente (IgM positivo com IgG negativo ou avidez baixa) ou infecção fetal confirmada. Residentes devem dominar a interpretação da sorologia de toxoplasmose para evitar tratamentos desnecessários e ansiedade materna.
IgM positivo e IgG positivo com avidez forte indica uma infecção por Toxoplasma gondii adquirida há mais de 4 meses. A avidez forte descarta uma infecção recente, o que significa que a gestante já tinha anticorpos protetores antes da concepção ou no início da gravidez, e o risco de transmissão congênita é mínimo.
Quando a gestante apresenta avidez forte de IgG para toxoplasmose, o risco de transmissão congênita para o feto é considerado desprezível. Isso ocorre porque a infecção materna é antiga, e o sistema imunológico da mãe já desenvolveu uma resposta protetora eficaz, impedindo a passagem do parasita para o feto.
O tratamento com espiramicina é indicado quando há suspeita ou confirmação de infecção materna aguda recente (IgM positivo, IgG negativo ou IgG positivo com avidez baixa). O esquema tríplice (sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico) é reservado para casos de infecção fetal confirmada ou alta probabilidade, geralmente após 18 semanas de gestação.
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